Os 4 maiores equívocos sobre o transtorno bipolar

Homem de olhos claros e camisa branca, tendo ao fundo um computador antigo

Categoria: Bipolar

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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À medida que o mundo se une para combater a pandemia de coronavírus, é vital que os indivíduos que lutam contra o transtorno bipolar e outros distúrbios de saúde mental pratiquem o autocuidado, agora mais do que nunca.

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Durante os períodos de estresse e distanciamento social, está ainda mais importante manter a qualidade de vida e atender tanto às necessidades básicas, como nutrição, sono e saúde, quanto às que lhe dão satisfação, como hobbies, interação social, exercícios e relaxamento.

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O transtorno bipolar é geralmente mal compreendido, como um distúrbio de humor que se alterna rapidamente, passando de uma tristeza profunda a uma felicidade extraordinária. No entanto, ele é muito mais complicado do que a suposta montanha-russa emocional que a sociedade acredita.

O transtorno bipolar, como muitos outros transtornos de saúde mental, é mal representado na mídia. As falsas representações confundem o público em geral, levando a falsos estereótipos, estigma e linhas tênues entre fato e ficção.

A seguir estão alguns equívocos sobre o transtorno bipolar:

A fase de mania não é agradável e produtiva

A mania é uma das características definidoras do transtorno bipolar, e envolve distração, irresponsabilidade, fala forçada, fuga de ideias e aumento de energia. Muitas pessoas acabam assumindo que a mania é agradável e produtiva.

Embora quem sofra do transtorno bipolar tenham muita energia e se sinta bem durante essa fase, muitas vezes fica sobrecarregado de estresse, vivencia experiências e sentimentos muito desconfortáveis ​​e desagradáveis. Os indivíduos se sentem inquietos e descontrolados e, após essa fase, ficam rapidamente exaustos e ainda mais estressados.

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O transtorno bipolar não é apenas outro nome para o mau humor extremo

As pessoas normalmente assumem que o transtorno bipolar é caracterizado por humores oscilantes. Em um segundo, um indivíduo é maníaco e, no próximo, está deprimido. Como resultado desse equívoco, elas acreditam que os indivíduos com transtorno bipolar são extremamente mal-humorados.

O fato é que eles não têm um humor ricocheteante, mas experimentam mania ou hipomania uma ou duas vezes por ano, e experimentam um ou dois episódios de depressão no mesmo ano.

O transtorno bipolar não é semelhante ao transtorno dissociativo de identidade

Acredita-se que o transtorno dissociativo de identidade, anteriormente chamado de transtorno de múltipla personalidade, ocorra quando uma pessoa se desliga ou se “dissocia” de uma situação violenta ou estressante. O transtorno de dissociação de identidade é um mecanismo de enfrentamento para estressores interpessoais e, como resultado, o indivíduo desenvolve pelo menos dois estados de personalidade distintas.

Já o transtorno bipolar é um transtorno do humor caracterizado por períodos de mania e depressão, e é tratado com medicamentos e terapia.

O transtorno bipolar não estimula a criatividade

Muitos autores e artistas foram diagnosticados com transtorno bipolar e, como resultado, muitas pessoas acreditam que procurar tratamento para esse transtorno de humor prejudicará seu gênio criativo.

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A verdade é que muitos indivíduos com transtorno bipolar não apresentam padrões de pensamento claros. A busca por tratamento permite que eles sejam mais organizados em seus pensamentos e expressões, permitindo-lhes mais tempo para produzir trabalhos criativos.

O transtorno bipolar precisa de tratamento

O transtorno bipolar é tratável com a combinação correta de medicamentos e terapia. Os indivíduos podem viver com sintomas mínimos e ter uma vida plena e bem-sucedida. É importante falar honestamente com seu médico ou Psicólogo, para que eles o ajudem com um plano de tratamento.

Ser bipolar é um desafio que consome tudo, exigindo muita resistência e ainda mais coragem, então se você está vivendo com este distúrbio e se sente bem, orgulhe-se e não se envergonhe.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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