3 razões pelas quais usamos o sexo para evitar intimidade

Um homem baixando a alça do vestido de uma mulher

Categoria: Casamento

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Como seres sociais, gravitamos instintivamente em direção à conexão e à intimidade emocional. É natural desejarmos calor, compreensão e laços genuínos que tragam satisfação para nossas vidas.

No entanto, no cenário atual dos relacionamentos, é comum que os indivíduos recorram à intimidade sexual como substituto de conexões genuínas.

Deixando de lado a independência e a positividade, você já considerou a variedade de motivações que alimentam os relacionamentos sexuais sem compromisso, como usar o sexo como um meio de mascarar a necessidade de vínculos emocionais autênticos?

Em tal situação, busca-se prazer sexual e intimidade física ou apenas lançar um véu sobre algo que ainda não há preparo para enfrentar?

Aqui estão 3 razões que levam os indivíduos a se envolverem em relacionamentos sexuais de curta duração, em detrimento de vínculos emocionais de longo prazo.

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O impacto de feridas internas não resolvidas

Feridas emocionais profundas levam a busca por consolo na intimidade sexual, em vez de lidar com a dor subjacente.

Essas feridas se originam de experiências como traumas de infância, abandono ou relacionamentos anteriores fracassados.

Pessoas com histórico de abuso emocional/sexual na infância, por exemplo, desenvolvem padrões de pensamento que as fazem se sentirem desconectadas ou rejeitadas pelos outros.

Isso, por sua vez, as leva a terem mais parceiros sexuais quando adultos. Sentimentos de abandono também influenciam comportamentos sexuais de risco na idade adulta.

Inconscientemente, quando confrontadas com feridas não resolvidas, as pessoas vêem nos encontros sexuais uma fuga temporária da turbulência interna.

No entanto, essa sensação fugaz de conforto e validação é apenas um paliativo, enquanto as feridas subjacentes persistem.

Envolver-se em atos sexuais preenche momentaneamente o vazio deixado pela dor emocional não resolvida. Mas, para uma resolução duradoura, aqui está algo mais útil:

  • Reconhecer o padrão doentio e desafiar as crenças de frente: isso exigirá compromisso e fé nas ações;
  • Trabalhar ativamente nas feridas não resolvidas por meio de terapia e autorreflexão: isso tira o foco dos relacionamentos sexuais e o coloca na pessoa, garantindo que ela entre em seu próximo relacionamento com autoconsciência.

O papel da autoestima

Em uma sociedade focada no apelo sexual e na atratividade física, os indivíduos, principalmente aqueles com egos frágeis, acreditam que seu valor próprio depende do número de pessoas que desejam intimidade sexual com eles.

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Contudo, buscar validação por meio de encontros casuais é contraproducente. Raramente aumenta a autoestima e promove sentimentos de culpa, vergonha, desesperança, solidão e vazio.

Para quebrar o ciclo, é melhor tentar o seguinte:

Concentrar-se na auto-aceitação

A autoestima tem um impacto significativo na autoaceitação e no bem-estar subjetivo dos indivíduos.

Aceitar-se é uma maneira de se libertar desse ciclo. Para praticar a autoaceitação, olhe-se no espelho e repita para si mesmo: “Sou imperfeito e tudo bem. Sou único e tenho minhas próprias forças e qualidades.”

É melhor encontrar alegria e satisfação em ter um eu autêntico, em vez de buscar constantemente a aprovação dos outros.

Criar conexões significativas

Construir autoestima não é apenas sobre si, mas também sobre as pessoas com as quais nos cercamos.

Conexões significativas fornecem uma base sólida para sua autoestima, porque não se baseiam apenas na atração física ou nos encontros sexuais.

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Em vez disso, elas estão enraizados na apreciação e apoio genuínos, permitindo que alguém se sinta valorizado por quem se é, como uma pessoa inteira.

O poder do condicionamento social

As normas sociais e o condicionamento cultural desempenham um papel poderoso na formação das perspectivas dos indivíduos e na abordagem dos relacionamentos íntimos.

A mídia, em particular, retrata os encontros sexuais como o símbolo máximo de conexão e realização, perpetuando a ideia de que a intimidade física se traduz automaticamente em proximidade emocional.

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Esse condicionamento social faz com que os indivíduos priorizem a gratificação sexual em detrimento do vínculo emocional genuíno, levando a uma abordagem bastante superficial e transacional dos relacionamentos.

Além disso, a pressão para se adequar a padrões estreitos de atratividade impostos contribui ainda mais para o uso da intimidade sexual como substituto de conexões autênticas.

Libertar-se dessas expectativas é crucial para redefinir o significado de intimidade e cultivar relacionamentos saudáveis, gratificantes e enraizados na profundidade emocional.

Aqui está como é possível fazer isso:

Buscar modelos de relacionamentos sudáveis

Cercar-se de relacionamentos de apoio e carinho valorizam a profundidade emocional.

Sempre que possível, devemos procurar modelos ou mentores que incorporem uma dinâmica de relacionamento saudável e nos ensine com suas experiências.

Ser seletivo e buscar conteúdo que desafie as normas sociais

Envolver-se com uma mídia que promove relacionamentos saudáveis, positividade corporal e perspectivas alternativas é fundamental.

É também importante se deixar inspirar por diferentes narrativas, de modo a expandir a compreensão do que é possível nos relacionamentos.

Conclusão

A intimidade sexual é uma parte bonita e significativa da conexão humana, mas quando usada como um substituto para vínculos emocionais autênticos, é importante fazer uma pausa e refletir sobre as razões subjacentes que impulsionam esse comportamento.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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