O que é um relacionamento codependente?

Uma pessoa em uma relação codependente segurando uma algema aberta no braço esquerdo

Categoria: Casamento

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Como muitos termos psicológicos, o “relacionamento codependente” é amplamente utilizado.

Mas, em seu significado mais verdadeiro, ele compreende um relacionamento unilateral, onde alguém depende excessivamente de outra pessoa para obter suporte emocional.

Isso permite que um parceiro tenha comportamentos disfuncionais ou prejudiciais à saúde do outro.

A pessoa codependente luta para estabelecer limites, assumir a responsabilidade por seus próprios sentimentos e ações, e negligencia suas próprias necessidades e desejos.

Geralmente, uma pessoa codependente tem problemas de confiança consigo mesma e com os outros.

Ela também tem o desejo de se sentir necessária e ter um propósito. Por isso, sempre que possível, ela tenta “consertar” outras pessoas.

Normalmente, a pessoa codependente coloca as necessidades dos outros antes à frente das suas, e faz de tudo para manter seus relacionamentos à tona. Isso se deve ao medo de perder parceiros.

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No relacionamento codependente, a pessoa desconhece a própria identidade sem a presença de outra pessoa, bem como é incapaz de pensar na vida sem ela.

Por causa disso, inventa-se desculpas para tolerar comportamentos nocivos.

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Sintomas de um relacionamento codependente

Os sintomas de um relacionamento codependente incluem:

  • Sentir-se responsável pelos sentimentos, emoções, escolhas e comportamentos de outras pessoas;
  • Cuidar de outra pessoa esperando que mais tarde ela faça o mesmo;
  • Medo de perder o relacionamento e/ou se machucar;
  • Dificuldade em identificar os próprios sentimentos, pensamentos e crenças;
  • Baixa autoestima, levando a pensamentos codependentes como: “eu sou o culpado pelos erros dele”, ou “não valho nada sem ele/ela”;
  • Incapacidade de estabelecer limites saudáveis ​​com os outros;
  • Dificuldade em comunicar diretamente necessidades e/ou sentimentos;
  • Escolher se relacionar com alguém que é emocionalmente imaturo ou que precisa de cuidados constantes;
  • Comportamento controlador ou manipulador para evitar dor ou conflito;
  • Tendência de tomar decisões com base nos desejos da outra pessoa e não no que é melhor para si;
  • Sacrificar os próprios desejos, necessidades e objetivos para agradar aos outros;
  • Medo de abandono, levando a um comportamento pegajoso;
  • Falta de confiança em si mesmo, levando a níveis mais altos de ansiedade e estresse.
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Se você se reconhece nesses exemplos de relacionamento codependente, tome coragem: consultar-se com um Psicólogo vai ajudá-lo a mudar esses aspectos.

No entanto, o tipo de terapia depende em parte da natureza do próprio relacionamento codependente.

Tratamento para relacionamentos codependentes

A terapia que você precisa depende se:

  • Você a está procurando para um relacionamento com um parceiro romântico ou;
  • Se está lutando com padrões de codependencia em amizades e/ou outros relacionamentos.

Embora a terapia individual ajude a entender os padrões emocionais mais profundos e as lutas que alimentam os padrões codependentes, como baixa autoestima, histórico de trauma e histórico familiar de negligência emocional, a terapia de casal também é bastante útil se estiver em um relacionamento codependente ou casamento.

A terapia de casal é fundamental para que os parceiros entendam e curem mais profundamente a dinâmica de codependência, bem como aprender a comunicação emocional eficaz, estabelecimento de limites e padrões mais saudáveis ​​de interdependência.

Curiosamente, o primeiro passo na terapia, seja individual ou de casal, envolve entender o próprio estilo de apego.

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Os estilos de apego são baseados em como fomos cuidados quando crianças, e como nossa família interagia conosco.

Eles fornecem informações valiosas sobre por que certos relacionamentos desencadeiam algumas emoções e como reagimos a essas situações.

Também nos ajuda a identificar os gatilhos e reconhecer quando estamos envolvidos em comportamentos codependentes.

Além da terapia, reservar um tempo e cuidar de si mesmo é crucial. Isso inclui ioga, registros em um diário, meditação e passar um tempo na natureza.

Voltar a fazer coisas de que se gostava e identificar os próprios gostos e desgostos é fundamental, pois a codependência faz com que percamos contato com o que gostamos.

Conheça a si mesmo e atenda às suas próprias necessidades.

Coloque-se em primeiro lugar e honre suas próprias necessidades, desejos e sentimentos.

O autocuidado também significa dar a si mesmo amor e autocompaixão. Valorize-se. Supere o diálogo interno negativo e a baixa autoestima e pratique afirmações positivas.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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