Por que alguém sempre escolhe o mesmo tipo de parceiro?

Vários cubos com uma carinha sorridente

Categoria: Casamento

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Cada indivíduo é diverso, complexo e carrega consigo a bagagem de um passado que impacta seus relacionamentos próximos. Dada essa complexidade, muitas vezes vem a pergunta: “Por que alguém sempre escolhe o mesmo tipo parceiro romântico?” ou “Por que, não importa quantos novos critérios eu crie mentalmente, continuo terminando em uma versão ligeiramente variada de um relacionamento ruim?”

A resposta é primeiro olhar para si mesma. As experiências que nos tornam quem somos também influenciam quem procuramos em um parceiro.

Enquanto a maioria de nós afirma estar procurando por um amor verdadeiro, uma compatibilidade real e sem drama, sempre haverá influências inconscientes que nos levam ao oposto. Um fator influente é que muitos procuram parceiros que as ajudem a permanecer em uma zona de conforto, mesmo que essa zona não seja tão desejável.

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As pessoas procuram o que é familiar. Se o passado foi repleto de sentimentos de rejeição ou inadequação, é provável que busquem cenários nos quais se sintam da mesma forma enquanto adultos.

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Na maioria das vezes as pessoas buscam parceiros que reforcem as visões existentes que tem de si mesmas. Por exemplo, se ela teve um pai que nem sempre estava emocionalmente disponível, ou que era inconsistente em lhe oferecer carinho e afeição, ela vai pensar sobre si como não sendo amável.

Ao procurar um parceiro, as pessoas são inicialmente atraídas por alguém cuja atenção as faz se sentirem bem. Eventualmente, elas podem começar a perceber que essa pessoa é resistente a se aproximar e então será desconsiderada.

Mesmo quando alguém é atormentado por sentimentos de rejeição, não perceberá que a razão pela qual se sente tão atraído por essa pessoa é porque ela apoia os sentimentos familiares de inadequação e não merecimento.

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Embora o objetivo seja encontrar parceiros que as complementem de maneira positiva, elas acabam encontrando pessoas cujos traços opostos despertam dinâmicas negativas. Por exemplo, quantos casais conhecemos, onde uma pessoa fala e a outra fica calada? Enquanto uma pessoa conta as histórias e atrai a atenção, a outra age como ouvinte e fica em segundo plano?

Mesmo quando alguém escolhe um parceiro que a complemente positivamente, ela corre o risco de eventualmente distorcê-lo ou provocá-lo a se tornar alguém com quem é menos compatível.

Precisamos sempre estar cientes de como selecionamos, provocamos e distorcemos nossos parceiros para preencher papéis que recriam nosso passado. Quanto melhor nos entendermos, melhor seremos alguém que não escolhe o mesmo tipo de parceiro, pelo contrário, alguém que escolhe parceiros que nos apoiem da mesma forma que os apoiamos, como indivíduos únicos, complexos e independentes que somos.

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Assim, vamos interromper padrões que nos impedem de “ver” nossos parceiros, interpretando erroneamente suas ações para se adequar a um antigo sentimento sobre nós mesmos. Por fim, devemos ter cuidado para não provocar o parceiros a agir de maneira que nos machuque e, naturalmente, ao relacionamento.

Ao permanecermos cautelosos com essas influências negativas, teremos a melhor chance de fazer o relacionamento durar muito, e nos sentirmos felizes.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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