A pessoa que termina um relacionamento também precisa de apoio

Homem indo embora enquanto uma mulher está chorando

Categoria: Divórcio

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Decidir terminar um casamento, uma amizade ou com alguém que você está namorando nunca é fácil, até mesmo para aquele que termina um relacionamento.

Já passei muitas horas de terapia com pacientes indecisos entre ficar ou não em um relacionamento. É um processo doloroso, difícil e emocionalmente desgastante, mesmo que o relacionamento seja abusivo.

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Mas o interessante é que, uma vez que decida sair, será mais provável que seja visto pelos outros como “a pessoa má”.

O apoio sempre vai para a pessoa que foi deixada, independentemente de quaisquer outros fatos. Mesmo que ambos estavam perto de decidir que o relacionamento não funcionava, ainda assim aquele que assumiu a posição de sair não apenas lida com as consequências do rompimento, mas também assume grande parte da responsabilidade pela decisão de terminar o relacionamento.

Com isso vêm algumas realidades difíceis, como as pessoas dizerem: “Você queria ir embora, então por que está tão chateado?”, ou outras declarações evocadoras e implicadoras de culpa em relação à dor de quem termina um relacionamento.

O papel do desistente é constantemente menosprezado. Há muito suporte para o processo de decisão de saída, mas não tanto em termos de suporte para o “desistente”.

Quando alguém experimenta um término, e não é aquele que está precipitando o rompimento, o próprio papel daquele que sobrou provoca simpatia desde o início: “Como ele pode ter deixado você? Você foi incrível!”

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Ser deixado é, muitas vezes, devastador. Porém, geralmente há mais na história.

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Os relacionamentos são ridiculamente complicados, mas é notável que quem faz a saída muitas vezes tem que defender suas ações para os outros. Ninguém pergunta ao outro: “Então, o que você fez para ser deixado?”

Nós sempre torcemos pelo “felizes para sempre”. No entanto, é importante ter alguma perspectiva sobre como deve ser para alguém que ocupa o lugar de “deixar”.

Nós, humanos, somos programados para a sobrevivência, e ficar juntos é mais esperado do que terminar um relacionamento. Decidir deixar é uma decisão pensada e requer coragem.

O rompimento pode ser bom para ambas as partes. Isso torna possível para qualquer ex-parceiro encontrar alguém que realmente seja compatível, e começar um relacionamento que muito bem pode levar ao “felizes para sempre”.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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