A verdadeira felicidade não é ser feliz o tempo todo

Pôr-do-sol com a silhueta de uma mulher pulando com os braços abertos e as pernas dobradas

Categoria: Felicidade

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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A verdadeira felicidade não é ser feliz o tempo todo! Nas últimas duas décadas, as pesquisas psicológicas sobre felicidade, potencial humano e desenvolvimento humano tem aumentado.

Os psicólogos não investigam somente a doença mental, mas também o que faz a vida valer a pena.

A felicidade é a experiência de emoções positivas frequentes, como alegria, entusiasmo e contentamento, combinadas com sentimentos mais profundos de significado e propósito. Implica uma atitude positiva no presente e uma visão otimista do futuro.

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A felicidade não é um traço estável e imutável, mas algo flexível em que podemos trabalhar e, em última instância, nos empenhar.

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Tenho realizado workshops sobre felicidade nos últimos quatro anos baseado em pesquisas do campo da psicologia. Os workshops são divertidos e ganhei a reputação de “Sr. feliz”, mas a última coisa que gostaria que alguém acreditasse é que sou feliz o tempo todo. Esforçar-se por uma vida feliz é uma coisa, mas esforçar-se para ser feliz o tempo todo é irreal.

A flexibilidade psicológica é a chave para maior felicidade e bem-estar. Por exemplo: estar aberto a experiências emocionais e a capacidade de tolerar períodos de desconforto pode nos permitir avançar em direção a uma existência mais rica e significativa.

A maneira como respondemos às circunstâncias de nossas vidas tem mais influência em nossa felicidade do que os próprios acontecimentos. Experimentar estresse, tristeza e ansiedade a curto prazo não significa que não possamos ser felizes a longo prazo.

Dois caminhos para a felicidade

Filosoficamente falando, existem dois caminhos para se sentir feliz: o hedonista e o eudaimônico. Os hedonistas consideram que, para viver uma vida feliz, devemos maximizar o prazer e evitar a dor. Essa visão tem a ver com a satisfação dos apetites e desejos humanos, mas geralmente dura pouco.

Em contraste, a abordagem eudaimônica tem uma visão de longo prazo. Argumenta que devemos viver autenticamente e para o bem maior. Devemos buscar significado e potencial por meio da bondade, justiça, honestidade e coragem.

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Se vemos a felicidade no sentido hedonista, então temos que continuar a buscar novos prazeres e experiências para “completar” nossa felicidade. Também tentaremos minimizar sentimentos desagradáveis ​​e dolorosos para manter nosso humor elevado.

Se adotarmos a abordagem eudaimônica, no entanto, buscamos um significado, usando nossas forças para contribuir para algo maior do que nós mesmos. Isso pode envolver experiências e emoções desagradáveis ​​às vezes, mas geralmente leva a níveis mais profundos de alegria e contentamento.

Portanto, levar uma vida feliz não significa evitar tempos difíceis; trata-se de ser capaz de responder às adversidades de uma forma que permita que você cresça com a experiência.

Crescendo com a adversidade

Pesquisas mostram que passar por adversidades pode realmente ser bom para nós, dependendo de como reagimos a elas. Tolerar a aflição pode nos tornar mais resilientes e nos levar a agir, como mudar de emprego ou superar adversidades.

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Em estudos com pessoas que enfrentam traumas, muitos descrevem sua experiência como um catalisador para mudanças e transformações profundas, levando a um fenômeno conhecido como “crescimento pós-traumático”.

Frequentemente as pessoas descrevem suas vidas como mais felizes e significativas quando enfrentam dificuldades, doenças ou perdas.

Ao contrário de se sentir feliz, que é um estado transitório, levar uma vida mais feliz tem a ver com crescimento individual por meio da descoberta de um significado. Trata-se de aceitar nossa humanidade com todos os seus altos e baixos, desfrutar das emoções positivas e aproveitar os sentimentos dolorosos para atingir nosso pleno potencial.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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