4 passos para como confessar um caso de infidelidade

Pedaço de papel rasgado com título de confissão

Categoria: Infidelidade

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Você cometeu um erro, e agora precisa confessar um caso de infidelidade?

Quando ouvimos “infidelidade”, imaginamos somente o fazer sexo fora do relacionamento. Mas há muitas maneiras de ser infiel. A infidelidade financeira (mentir sobre gastos, esconder dinheiro, desonestidade sobre bens) e assuntos emocionais surgem com tanta frequência quanto a sexual.

Infidelidade e enganação de qualquer tipo significa mentir, manter segredos e quebrar acordos explícitos ou implícitos.

Passo 1: Seja honesto e direto

É comum ter a fantasia de que existe uma maneira fácil de confessar um caso de infidelidade.

Geralmente as pessoas procrastinam quando se trata de dizer uma verdade desconfortável porque estão tentando encontrar a maneira perfeita de falar. Infelizmente, não existe uma maneira perfeita.

Você quebrou um contrato e causou dor. Sua melhor opção é ser direto, conciso e se desculpar. Não dê desculpas ou forneça um contexto sem fim. Se o seu parceiro tiver perguntas, responda-as e, se precisar, de espaço.

Você vai se sentir desesperado por uma solução instantânea, ou para ser imediatamente perdoado. Controle-se. Seu trabalho agora é atender às necessidades do seu parceiro, não às suas.

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Se ele está furioso com você, ou você se sente inseguro, no entanto, retire-se. Mas fora isso, mantenha-se engajado e concentre-se nele.

Passo 2: Respeite a dor do parceiro

Permita que seu parceiro tenha sentimentos.

Estar no lado causador do choque, da raiva e da descrença, responder a perguntas dolorosas e ter seu caráter desafiado é sua penitência ao confessar um caso de infidelidade.

Agora não é hora de trazer à tona as justificativas que o levaram à traição. Em vez disso, sente-se, ouça, responda a perguntas e peça desculpas.

Não fique tentado a apressar seu parceiro. Você se sentirá injustamente caluniado e envergonhado. Para ter uma chance de reparar o que fez, precisará ser capaz de ouvir e ter empatia, por muito mais tempo do que deseja. Seu parceiro precisa ter certeza que você realmente “entende” quanta dor causou. A compreensão significativa levará algum tempo.

Seja um caso de infidelidade emocional, sexual ou financeiro, alguns parceiros não vão querer falar sobre as especificidades, enquanto outros vão querer ouvir todos os detalhes.

Com assuntos sexuais, o quanto compartilhar é um campo minado. Você precisa ser aberto e transparente, mas, ao mesmo tempo, tomar o cuidado para não infectar seu parceiro com imagens perturbadoras que ele não conseguirá tirar da cabeça.

Se você não tem certeza sobre o que deve ser compartilhado ou não, ou se teme que seu parceiro esteja pedindo detalhes que o torturarão mais tarde, procure uma terapia de casal.

Passo 3: Façam as pazes

Você e seu parceiro devem juntar forças em um plano que trará segurança e cuidado.

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Por exemplo, o seu parceiro pode pedir total transparência em questões financeiras, comunicação constante sobre seu paradeiro e uma política de divulgação completa de suas senhas eletrônicas.

Além disso ele pode querer discutir outros problemas, agora que o relacionamento já foi interrompido. Por exemplo, priorizar o tempo que vocês tem juntos, reajustar as expectativas ou pedir mais intimidade emocional ou sexual.

Se esses pedidos forem intrusivos para você, seja honesto consigo se deseja permanecer nesse relacionamento. Faz sentido não querer ser monitorado de perto para sempre, e seu parceiro provavelmente também não quer isso. Veja se pode negociar diretrizes para reconstruir a confiança.

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Passo 4: Siga em frente

Se você quer ir embora, vá embora agora.

Ficar junto porque você se sente culpado é a pior opção, e arrastar seu parceiro em um relacionamento que você está decidido a acabar prolongará a agonia para ambos. Você o impedirá de encontrar um relacionamento melhor.

Será melhor para o seu parceiro ficar com raiva e lamentar o relacionamento do que passar anos se relacionando com um traidor. Normalmente um caso de infidelidade é uma válvula de escape para a insatisfação.

Mesmo se você se dedicar a resgatar o relacionamento, a traição pode ser irreparável. Você não pode forçar alguém a perdoá-lo, não importa o quanto você esteja arrependido. Seja gracioso e deixe-o ir.

Nem todos os relacionamentos duram para sempre. Use essa perda para se tornar uma pessoa melhor.

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Mas se você quer ficar junto e seu parceiro está disposto a lhe dar outra chance, tenha coragem. Muitos relacionamentos sobrevivem à infidelidade. A maioria dos casamentos sobrevive a todos os tipos de infidelidade, e muitos casais relatam que seus relacionamentos surgiram mais fortes do que antes da traição.

Também aproveite a oportunidade para aprender sobre si mesmo. Você pode buscar um Psicólogo, escrever um diário ou fazer um retiro:

  • Se você se envolveu em uma infidelidade emocional, o que precisa e não está recebendo de seu parceiro?
  • Se você o traiu sexualmente, foi uma oportunidade única ou é algo recorrente?
  • O que você está procurando? Emoção, novidade ou afeição?
  • Você está violando seus valores agindo dessa maneira?

Só porque você fez uma coisa ruim não significa que seja uma pessoa ruim. Porém, deve assumir a responsabilidade por sua ação sem cair em uma espiral de vergonha. Na verdade, ter um pouco de compaixão por si mesmo o ajudará a estar mais presente na relação.

A curiosidade e a compaixão sempre levam a um lugar melhor do que o julgamento e a autoflagelação.

Tentar esquecer o assunto, sem confessar a infidelidade, e seguir em frente não é legal. Quer o relacionamento sobreviva ou não, aproveite esta oportunidade para começar de novo e seguir em frente com intenção e autoconsciência.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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