Superando as 3 causas mais comuns da insegurança emocional

Uma garota assustada cobrindo o rosto com as mãos

Categoria: Insegurança

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Enquanto alguns de nós sentem insegurança emocional eventualmente, outros a sentem na maior parte do tempo.

Os fatores que contribuem para a insegurança emocional são:

  • O tipo de infância que você teve;
  • Os traumas passados;
  • As experiências recentes de fracasso ou rejeição;
  • Solidão;
  • A ansiedade social;
  • As crenças negativas sobre si mesmo;
  • O perfeccionismo ou;
  • Ter pais ou parceiro muito crítico.

A seguir estão as três formas mais comuns de insegurança emocional e como começar a lidar com elas.

A insegurança emocional baseada na rejeição

Nosso maior “quociente de felicidade” é baseado em eventos recentes da vida. Eles afetam o nosso humor e a maneira como nos sentimos sobre nós mesmos.

Os maiores contribuintes para infelicidade são, do mais importante para o menos importante:

  • Eventos negativos de saúde;
  • Morte de um cônjuge;
  • O fim de um relacionamento;
  • A perda de emprego;

Como a infelicidade influencia nossa autoestima, o fracasso e a rejeição, então ela é capaz de causar um duplo golpe na confiança.

A rejeição, inevitavelmente, nos leva a ver a nós mesmos e às outras pessoas de forma mais negativa. E, aqueles entre nós que têm baixa autoestima, são mais reativos ao fracasso.

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É como se uma experiência negativa pegasse velhas crenças sobre seu valor próprio e as ativasse.

A seguir estão algumas ferramentas que ajudarão a superar a insegurança baseada em falha ou rejeição:

  • Dê a si um tempo para se curar e se adaptar ao novo normal;
  • Saia e se envolva com a vida, seguindo seus interesses e curiosidade;
  • Aproxime-se de amigos e familiares para obter distração e conforto;
  • Obtenha um feedback de pessoas em quem você confia;
  • Persevere e continue avançando em direção aos seus objetivos;
  • Esteja disposto a tentar uma estratégia diferente, se necessário.

A insegurança emocional devido à ansiedade social

Muitos sentem uma falta de confiança nas situações sociais como festas, reuniões familiares, entrevistas e encontros. O medo de ser avaliado pelos outros, e considerado deficiente, nos causa ansiedade.

Como resultado, você evitará situações sociais, sentirá ansiedade ao antecipá-los ou se sentirá constrangido e desconfortável.

A experiência passada alimenta o sentimento de não pertencer, não se sentir importante ou interessante, ou simplesmente não ser bom o suficiente.

Se você crescer com pais críticos, ou pais que o pressionam para ser popular e bem-sucedido, então será supersensível à forma como os outros o veem.

Esse tipo de insegurança geralmente se baseia em crenças distorcidas sobre seu valor próprio e sobre o quanto as outras pessoas estão te avaliando. Na maior parte do tempo, os outros estão mais focadas em como estão se saindo do que em te julgar.

A seguir estão algumas ferramentas para combater a insegurança emocional em situações sociais:

  • Responda ao seu crítico interno. Lembre-se de todos os motivos pelos quais você é interessante e divertido, ou um bom amigo ou parceiro;
  • Prepare-se com antecedência. Pense em algumas coisas sobre as quais você pode falar, como eventos atuais, filmes que você viu, hobbies, seu trabalho ou sua família;
  • Evitar situações sociais só piora as coisas. Portanto, vá a uma festa ou a um encontro, mesmo que esteja nervoso. Sua ansiedade vai diminuir quando você se envolver com outras pessoas;
  • Defina para si mesmo uma meta limitada e realista. Pode ser qualquer coisa, desde conversar com duas novas pessoas ou descobrir mais sobre o trabalho e os hobbies de alguém;
  • Concentre-se deliberadamente nos outros. Observe o que as outras pessoas parecem estar sentindo e fazendo. Você percebe alguma semelhança ou habilidade que pode aprender com elas?
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A insegurança emocional impulsionada pelo perfeccionismo

Algumas pessoas têm padrões muito elevados para tudo o que fazem.

Elas querem as notas mais altas, o melhor emprego, o apartamento ou a casa mais lindamente decorada, filhos organizados e educados ou o parceiro ideal.

Infelizmente, a vida nem sempre acontece exatamente do jeito que queremos, mesmo se trabalharmos muito. Há uma parte do resultado que está, pelo menos até certo ponto, fora de nosso controle.

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Os chefes são críticos, os empregos são escassos, os parceiros têm medo do compromisso ou você pode ter genes que dificultam o emagrecimento.

Se você está constantemente desapontado e se culpando por ser menos do que perfeito, começará a se sentir inseguro e indigno.

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Embora tentar o seu melhor e trabalhar duro lhe dê uma vantagem, outros aspectos do perfeccionismo não são saudáveis.

Bater em si mesmo e se preocupar constantemente em não ser bom o suficiente levará à depressão e ansiedade, distúrbios alimentares ou fadiga crônica.

A seguir estão algumas maneiras de combater o perfeccionismo:

  • Avalie-se com base em quanto esforço você faz, que é controlável, e não no resultado, que depende de fatores externos;
  • Pense em quanta diferença realmente faria se seu trabalho fosse 10% melhor. Será que o tempo e a energia gastos verificando as coisas repetidamente, ou respondendo a todos os e-mails realmente valeria a pena?
  • O perfeccionismo se baseia no pensamento de tudo ou nada, então tente encontrar os pontos cegos. Existe uma maneira mais compassiva ou compreensiva de ver uma situação?
  • Os perfeccionistas costumam gostar de si mesmos quando estão no topo, e não gostam de si mesmos quando as coisas não acontecem do jeito que querem. Você pode aprender a gostar de si mesmo mesmo quando não está bem?

Como você pode ver, não há necessidade de se entregar à insegurança emocional. Colocar-se em movimento para fazer algo, é fundamental.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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