3 dicas para abandonar suas tendências passivo-agressivas

Uma mulher dando um murro no rosto de um homem

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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O comportamento passivo-agressivo ocorre quando acreditamos que alguém se aproveitou de nós e abrange muitas emoções diferentes, como raiva, frustração e mágoa.

Ao acreditarmos (corretamente ou não) que não podemos ser honestos e dizer o que sentimos no calor do momento, optamos por nos comportar de forma passivo-agressiva e esconder o que realmente sentimos. Porém, dificultar a comunicação em situações como essas levam a uma hostilidade total. Também produzem perturbações de longo prazo em nossos relacionamentos íntimos.

Como muitos padrões comportamentais desadaptativos, geralmente é mais fácil identificar a agressividade passiva nos outros do que em si mesmo. Mas, se você suspeitar que seu comportamento pode estar beirando a agressividade passiva, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

  • Você evita as pessoas com quem está chateado?
  • Você para de falar com as pessoas enquanto as mantém em sua vida, motivado pela raiva que sente delas?
  • Você usa sarcasmo mais do que linguagem direta, e evita se envolver em conversas significativas?
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Se você acha que utiliza a agressividade passiva em seus relacionamentos de forma prejudicial e, não se preocupe, todos nós somos culpados disso de vez em quando, aqui estão algumas maneiras de corrigir isso.

Concentre-se no aqui e agora em vez de usar palavras generalizantes

Evite o uso do sempre. Quando sentimos raiva, operamos de maneira binária, preto no branco.

Como resultado, nos apressamos em julgar ou generalizar demais as ações de outras pessoas, dizendo coisas como “você sempre ignora meus sentimentos” ou “você nunca assume a responsabilidade”.

Nessas situações, reserve alguns momentos para se acalmar, respirar fundo várias vezes e reformular suas declarações. A atenção plena contribui para uma maior satisfação no relacionamento íntimo, promovendo repertórios emocionais mais hábeis. Por exemplo, em vez de atacar as pessoas, você pode dizer: “Eu estava tentando dizer algo e você me interrompeu. Posso terminar o que preciso dizer?”

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Reconheça e gerencie seus gatilhos

Tome medidas preventivas sempre que possível. Se você vai interagir com alguém que tem potencial para agravar uma conversa normal, avise-o com antecedência. Por exemplo, se você tem um amigo que é barulhento e isso o incomoda, você pode dizer: “Ei, estamos prestes a ir para o hospital; lembre-se de manter o tom de voz mais baixo.”

A raiva não pode ser totalmente eliminada. No entanto, ao optar por alterar como essas ocorrências te afetam e como reage a elas, evitará o impulso de recorrer a um comportamento passivo-agressivo.

Comunique-se de maneira honesta

É essencial que você entenda suas emoções e descubra maneiras apropriadas de comunicá-las, se quiser acabar com o comportamento passivo-agressivo. Seja sincero sobre o que funciona.

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Falar sobre seus sentimentos ajudará a encontrar clareza e fornecerá o espaço necessário para resolver diferenças. Processar situações interpessoais difíceis com um Psicólogo vai ajudá-lo a obter clareza mais rapidamente.

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Embora o conflito seja um aspecto inevitável da vida, entender como se expressar com sucesso levará a resultados mais favoráveis. Considere falar com o outro usando declarações “eu” em vez de declarações “você”.

Use frases como: “Não gosto quando você faz piadas em situações sérias. Eu entendo que é engraçado para você, mas poderia esperar que a tensão se dissipe antes de fazê-las no futuro? Isso me deixa desconfortável.”

Conclusão

Por mais estranho que pareça, o comportamento passivo-agressivo geralmente vem de um bom lugar: você está tentando não escalar uma situação que o perturbou.

Infelizmente, não podemos disfarçar nossas verdadeiras emoções para sempre, pois elas acabarão encontrando uma maneira de aparecer. Portanto, é melhor ser direto e honesto quando confrontado com o conflito.

Esse é o caminho mais rápido para uma resolução mutuamente benéfica.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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