3 razões pelas quais alguém persegue relacionamentos tóxicos

Mulher com a cabeça baixo sentada em um banco e segurando uma rosa vermelha

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Muitas pessoas vêm para a terapia se perguntando se têm problemas para escolher parceiros românticos. Elas fazem perguntas como:

  • “Acho que a pessoa ‘tóxica’ se tornou meu tipo. É tão frustrante. Por que não consigo mais me sentir atraído por pessoas saudáveis?”
  • “Meu parceiro é, por vezes, abusivo. Eu piso em ovos mesmo quando não estamos brigando. Eu sei que devo ir embora, mas simplesmente não consigo. Por que estou preso neste ciclo?”
  • “Recentemente conheci alguém que me faz sentir muito bem. Eu amo estar perto dela, mas também estou em dúvida porque temos um amigo em comum que me alertou sobre o seu passado. Como sei se ela é ruim para mim?”
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O relacionamento tóxico é caracterizado pela falta de confiança, respeito e comunicação saudável. Ele é prejudicial à nossa saúde mental e física e, no entanto, algumas pessoas se sentem repetidamente atraídas por ele.

Se isto se aplica à você, então é hora de dar um passo atrás e examinar por que esse padrão existe em sua vida. Este é o primeiro passo para quebrar um ciclo que o levará a um caminho solitário e autodestrutivo.

Aqui estão três razões pelas quais você é atraído, vez após vez, por pessoas que não têm os melhores interesses em mente.

Você sofre de um amor patológico

O desejo de amar está embutido em cada ser humano e é a base sobre a qual relacionamentos românticos saudáveis ​​florescem. Porém algumas pessoas tem uma necessidade obsessiva e patológica por amor, que causa problemas na forma como se relacionam com seus parceiros românticos e namoro em geral.

O amor patológico, no qual uma pessoa oferece cuidado e atenção compulsiva a outra, está ligado à impulsividade. Como esse indivíduo só se sente completo quando têm alguém para amar e ser amado, então ele inicia relacionamentos românticos impulsivamente, desconsiderando a compatibilidade.

Essa pessoa também têm maior probabilidade de permanecer (em vez de terminar) em um relacionamento doentio, apesar de saber que não está feliz.

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A culpa pode ser do seu estilo de apego

Quem assiste os pais brigando com frequência quando criança tem sua atitude em relação aos relacionamentos românticos afetada. Essas criança desenvolve um estilo de apego inseguro, dificultando sua conexão com outras pessoas de maneira significativa e satisfatória.

Os dois estilos de apego inseguros são:

  • Estilo de apego ansioso: onde há constante medo de ser deixado ou abandonado e;
  • Estilo de apego evitativo: onde há repressão das verdadeiras emoções, por medo de parecer fraco ou expressar vulnerabilidade.

Esses estilos de apego facilitam o envolvimento com uma pessoa com características tóxicas. Por exemplo, se alguém tem um estilo de apego ansioso, confundirá o comportamento controlador do parceiro com carinho. Mesmo ao perceber que há um problema, a pessoa pode não conseguir enfrentá-lo porque tem medo de ser abandonado.

A pessoa tem tendências ao transtorno borderline

Se o histórico do relacionamento é extremamente tóxico, então é necessário dar uma longa e cuidadosa olhada no espelho. Pessoas com transtorno borderline são propensas a se envolver em atividades românticas instáveis ​​e arriscadas.

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O relacionamento com um borderline alterna entre duas fases, como um mecanismo de defesa inconsciente que ajuda o borderline a proteger sua atitude de tudo ou nada:

  • Idealização: onde o parceiro é “perfeitamente perfeito” e;
  • Desvalorização: quando o parceiro é “perfeitamente imperfeito”.
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O adolescente que relata sentir nojo de si mesmo corre o risco de desenvolver borderline mais tarde na vida. Outros fatores associados ao desenvolvimento do borderline incluem:

  • Alta impulsividade;
  • Raiva descontrolada;
  • Desconfiança dos motivos dos outros e;
  • Instabilidade emocional.

Outros sintomas comuns do borderline estão listados a seguir. Contudo, lembre-se, não faça um autodiagnóstico de condições complexas de saúde mental. Se você suspeitar que tem algumas tendências borderline, busque ajuda:

  • Sentimentos de abandono e hiper-reatividade à rejeição;
  • Sentimentos de vazio;
  • Uma autovisão negativa, muitas vezes com autocrítica severa;
  • Instabilidade emocional;
  • Impulsividade;
  • Comportamentos de risco, incluindo autoagressão.

Conclusão

Padrões tóxicos na vida romântica são frustrantes e dolorosos, mas há esperança. Ao se tornar consciente dos padrões nos relacionamentos, será necessário melhorar a autoestima e procurar ajuda. Só assim será possível se libertar do ciclo da toxicidade e criar um amor duradouro, saudável e gratificante.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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