O Psicólogo pode dar presente para um paciente?

Um Psicólogo dando um presente para seu paciente

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Geralmente, do ponto de vista ético, o Psicólogo segue uma política de não dar presentes, pois corre o risco de adicionar estresse ao relacionamento terapêutico e prejudicar o seu progresso. A troca de presentes também sugere ou convida a uma mudança na natureza da aliança terapêutica, de um relacionamento profissional para um relacionamento casual ou muito amigável.

Há muitos motivos pelos quais um Psicólogo pode querer dar presente para um paciente. Talvez sejam época de festas e, tanto Psicólogo quanto o paciente dão presente à todos, desde o carteiro até o tratador de cães, ou o paciente alcançou um marco específico em sua vida ou em seu plano terapêutico.

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Apesar de tudo, ao estabelecer suas diretrizes, o Psicólogo precisa fazer algumas peguntas a si mesmo, como:

  • Quais as consequências clínicas de dar presente para um paciente?
  • Quais são as potenciais consequências éticas e legais?
  • O presente é apropriado?
  • Quanto vale o presente?
  • Qual é a motivação?
  • Como será percebida a aceitação?
  • O paciente sentirá necessidade de dar ou fazer algo em troca?
  • Como dar presente para um paciente afetará a aliança terapêutica?

Existem, é claro, outras considerações. No entanto, as respostas as perguntas anteriores formarão uma base ampla para decidir se dar presente para um paciente é adequado ou não.

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Desafios ao dar presente para um paciente

Se o Psicólogo quiser dar presente para um paciente, deverá considerar profundamente as muitas camadas do significado desse presente, incluindo se existe a possibilidade de má interpretação.

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O fator decisivo deve ser se a ação ajudará o paciente a alcançar melhores resultados com segurança. Cabe ao Psicólogo, que passou algum tempo estabelecendo um relacionamento com o paciente, decidir individualmente sobre as consequências de dar um presente àquele paciente.

Se o Psicólogo decidir que um presente é apropriado e ajudará o paciente a alcançar melhores resultados, algumas opções são:

  • Um cartão atencioso e profissional;
  • Um livro ou diário relacionado à terapia;
  • Um token para servir como lembrete ou suporte;
  • Uma gravação de áudio que ressoe e apoie um paciente, como uma meditação guiada.

Sobre o valor do presente

Embora não existam limites prescritos para o valor monetário de um presente que torne sua oferta apropriada, ele deve ser considerado. Geralmente, presentes pequenos e baratos não são clinicamente prejudiciais nem antiéticos.

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Por outro lado, o valor ou custo de um presente nem sempre é determinante quanto à sua adequação, porque mesmo presentes muito baratos ou sem qualquer valor monetário podem ser altamente inadequados, dependendo do seu conteúdo ou conotações sugestivas.

Considerações finais sobre dar presente para um paciente

Se o Psicólogo não tiver certeza sobre a ética de dar presente para um paciente, então deve entre em contato com colegas mais experientes ou supervisores. Eles serão capazes de fornecer informações e orientação.

O Psicólogo também deve discutir os motivos pelas quais resolveu dar presente para um paciente, indicando qualquer informação relevante sobre sua motivação.

Se houverem dúvidas, a cautela sempre será caminho mais sábio.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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