Razões pelas quais você deve parar de buscar a perfeição

Alvo com três dardos acertando o centro

Categoria: Perfeccionismo

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Todos nós vemos o perfeccionismo como uma virtude da qual devemos nos orgulhar, especialmente em ambientes profissionais, mas também precisamos aprender a parar de buscar a perfeição.

A sociedade enquadra o desejo de ser perfeito como um sinal de um indivíduo competente e ambicioso. A palavra é sinônimo de excelência.

Contudo, pagamos um alto preço por nossa busca pela perfeição. Aqui estão três maneiras pelas quais o perfeccionismo nos deixa suscetíveis a danos psicológicos.

O perfeccionismo é um caminho rápido para a depressão

Embora todos tenhamos uma compreensão geral do que é o perfeccionismo, a Psicologia agrupa os traços de personalidade perfeccionistas em três categorias:

  • Perfeccionismo auto-orientado: Exigir a perfeição de si;
  • Perfeccionismo orientado para o outro: Exigir perfeição de outras pessoas;
  • Perfeccionismo socialmente prescrito: Acreditar que outras pessoas exigem que você seja perfeito.
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É importante alertar quem vê o perfeccionismo como um traço a ser admirado ou pelo qual lutar.

O perfeccionismo, na maioria dos casos, leva à depressão, independentemente do tipo a que o indivíduo se entrega.

O perfeccionismo vai torná-lo solitário

O perfeccionismo também pode ser classificado em três estilos distintos de “auto-apresentação”, ou maneiras pelas quais as pessoas perfeccionistas se expressam para os outros:

  • A autopromoção perfeccionista é a promoção ativa dos próprios talentos e habilidades para impressionar os outros. Este estilo compartilha semelhanças com o narcisismo;
  • A não exibição de imperfeições refere-se a não mostrar as próprias imperfeições, como evitar participar de atividades que possam revelar suas deficiências;
  • A não divulgação de imperfeições refere-se a não compartilhar verbalmente as próprias imperfeições, como evitar falar sobre seus erros ou dificuldades.

Não importa como o perfeccionismo se manifeste, ele sempre resulta em isolamento social ao longo do tempo.

O indivíduo perfeccionista faz um grande esforço para cumprir as expectativas irreais que colocou em si, alienando a si e a outras pessoas no processo.

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Outras vezes, destacar-se como melhor ou mais capaz do que o resto é o ponto principal e, portanto, o isolamento se torna um resultado natural.

Mesmo que as pessoas perfeccionistas se apresentem de maneiras à obter a aprovação dos outros, esses estilos de auto-apresentação geralmente não funcionam.

Isso ocorre porque as pessoas que usam estilos de auto-apresentação, como a autopromoção, serão vistas pelos outros como distantes, falsas e antipáticas. Compreensivelmente, a falta de vontade de compartilhar vulnerabilidades com os outros atrapalha a formação de vínculos significativos.

Com o tempo, isso leva a sentimentos profundos de solidão e alienação.

O perfeccionismo é hereditário

As pessoas que relatam ter pais que os encorajam incansavelmente a serem melhores são mais propensas a ter um perfeccionismo auto-orientado, orientado para os outros e socialmente prescrito.

Pais hipercríticos, exigentes e controladores criam filhos autocríticos, exigentes e perfeccionistas que sentem que outras pessoas estão decepcionadas com elas.

Para quem se identifica como perfeccionista, ou tem medo de transmitir essa característica inadvertidamente a seus filhos:

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  • Pense nas maneiras como o perfeccionismo entrou em seu caminho, principalmente no relacionamento com os outros. Explore alguns dos benefícios ao parar de buscar a perfeição, fazendo a si mesmo perguntas como: Eu terei mais tempo para as coisas que gosto? Será mais fácil começar e concluir tarefas? A relação com o meu cônjuge ou parceiro vai melhorar?
  • Planeje a pratica de cometer erros intencionalmente e fazer as coisas de forma imperfeita. Como parte desses “experimentos”, você aprenderá a prever o que acontecerá quando cometer um erro e, em seguida, seguir um plano para ver o que realmente acontece. As pessoas muitas vezes ficam surpresas ao ver que o céu não caiu, e que há muito a ser aprendido com a liberdade de se permitir a imperfeição;
  • Comunique ao seu filho que você o valoriza não apenas com base no que ele faz, mas também em quem ele é. Seja menos controlador, crítico e superprotetor. Ensine-o a tolerar e aprender com os erros. Enfatize o trabalho duro e a disciplina, ao invés a busca pela perfeição.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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