O uso da desvalorização pela mulher psicopata

Mulher com unhas compridas e com um escorpião em seu rosto

Categoria: Psicopatia

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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A interação da mulher psicopata com os outros é um paradoxo. Em um instante ela os cobre com um afeto exuberante, e no outro ela os desvaloriza.

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Essa desvalorização parece incomum e contraditória, pois parece que ela gosta de suas vítimas. Entretanto, isso não é afeto ou conexão verdadeiras. É consequência de sua obsessão patológica consigo mesma, e de como ela usa os outros para construir uma falsa percepção de valor próprio.

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Algumas formas de desvalorização psicopática

A desvalorização vem de várias formas, que nem sempre são óbvias. Pode ser tão inócuo quanto menosprezar constantemente, ignorar abertamente, não ligar de volta como combinado ou interromper as ligações.

Enquanto a vítima se sente desapontada, ela se sente no controle. Aumentando a aposta, a mulher psicopata cria histórias falsas e as espalha para outras pessoas, de modo a arruinar a reputação da vítima. No extremo, a desvalorização pode ser tão severa que a mulher psicopata se sente justificada em cometer abusos físicos.

O uso do vitimismo pela mulher psicopata

Quando ela fala, em algum momento, a ouviremos dizer como foi enganada ou privada de algo. Na maioria das vezes com um olhar de “coitada de mim”. Esse é o clássico vitimismo

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A mulher psicopata quer ter pessoas ao seu redor para parecer sociável, cômica e até prestativa. Ela comanda uma audiência com sua tagarelice animada e língua loquaz. Mas este é apenas o outro lado de uma estratégia para se impulsionar por meio da desvalorização da vítima.

A desvalorização dos próprios filhos pela mulher psicopata

A desvalorização da mulher psicopata é especialmente prejudicial para seus filhos. São seus objetos, suas posses, para fazer o que quiser. Como resultado, frequentemente os negligencia e tem pouca ou nenhuma consideração.

Ela vai usá-los à vontade, ignorá-los ou abusar deles, menosprezá-los e repreendê-los. Se encarcerada, a psicopata geralmente tenta se retratar como uma boa mãe para os entrevistadores, e usa a separação dos filhos para angariar simpatia.

A desvalorização é difícil de detectar ou admitir

A vítima da mulher psicopata não sabe quando está sendo desvalorizada. Pequenas pistas são muitas vezes ignoradas por causa do seu charme e loquacidade. Ela está sempre certa!

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Aqueles que a desafiarem serão punidos de uma forma que só ela conhece. Se a vítima suspeitar de seus motivos, a psicopata é rápida em “jurar pela mãe morta” que nunca o machucaria. Por mais convincente que pareça, suas promessas não significam nada.

Quando a vítima não atender mais às necessidades da mulher psicopata, será descartada. Isso a deixará confusa, com a sensação de algo inexplicado. Essas pequenas pistas passam despercebidas porque a vítima se recusa a culpar a pessoa encantadora que está por trás da desvalorização.

A mulher psicopata é capaz de enganar sua vítima várias vezes. A psicopata feminina caminha entre nós. Ela encanta como um pássaro, mas pica como um escorpião.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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