Você costuma se sentir inseguro em seus relacionamentos? Sente-se preocupada, sozinha ou com ciúmes? Os parceiros comentam como você fica grudenta? Então você pode ter uma carência por afeto.

A carência por afeto é uma maneira de descrever como algumas pessoas se conectam com outras pessoas, especialmente aquelas emocionalmente significativas. Indivíduos com carência por afeto acreditam que são falhas, inadequadas e indignas de amor.

Nossos estilos de afeto se desenvolvem na infância. Quando as crianças ficam angustiadas, seus pais podem dar atenção extra. Essas crianças também podem receber atenção quando atendem às necessidades de outras pessoas.

Com o tempo elas podem desenvolver um senso característico de sentirem-se carente de atenção, e necessitar que os outros o ajudem a acalmá-los.

As crianças com carência por afeto crescem acreditando que precisam ganhar apoio e atenção dos outros porque são essencialmente falhas. Acreditam que não são amados por si mesmas, mas pelo que fazem pelos outros ou como respondem às suas necessidades.

Naturalmente que essas crenças afetam negativamente seus relacionamentos. Indivíduos carentes por afeto costumam ser autocríticos e questionam-se regularmente, o que pode ​​ser cansativo para amigos e entes queridos que tentam dar apoio.

Elas também se apegam a seus relacionamentos e ficam com ciúmes facilmente. Elas esperam que outros os deixem porque, inevitavelmente, acreditam que vão decepcioná-los.

A carência por afeto não é permanente. Com consciência e autocompaixão, você pode construir relacionamentos saudáveis consigo e com os outros.

A seguir, você encontrará mais informações sobre como a carência por afeto se manifesta e o que você pode fazer para conquistar mais segurança.

A carência por afeto pode se manifestar como:

  • Tentativas de ganhar a atenção ou o apoio de outra pessoa, sendo excessivamente gentil ou generoso;
  • Querer agradar os outros sem se concentrar em seus próprios sentimentos, necessidades ou desejos;
  • Tentativas de ser extremamente competente e digno no trabalho;
  • Temores de ser rejeitado ou abandonado;
  • Sentimentos de estar perdido nos relacionamentos porque você não sente que pode se expressar completamente, ou se concentrar nos seus próprios interesses. Então você se concentra demais nos interesses do seu parceiro, o que parece sufocante para eles.
  • Escolha de parceiros “que estão um pouco distantes”. Isso coloca você na posição de lutar pela atenção deles e manter um controle mais firme do relacionamento, o que apenas perpetua sua crença de que você não é bom o suficiente.

Consciência é fundamental ao cultivar relacionamentos mais saudáveis. É importante você conscientizar-se sobre como você se conecta com os outros e com você mesmo. Você pode fazer isso prestando atenção as/aos suas:

  • Sensações: Como você se sente em seu corpo? Tomar consciência de suas sensações corporais pode revelar como você está se sentindo e o que está pensando;
  • Pensamentos: Quais são seus pensamentos sobre você e seu parceiro? Concentre-se em como seus pensamentos afetam suas emoções e sensações.
  • Emoções: Com quais emoções você luta? Em vez de dizer “estou chateado”, rotule suas emoções como “triste”, “magoada”, “zangada” ou “culpada”. “Considere como suas emoções afetam e são afetadas por seus pensamentos.”
  • Padrões de comportamento: Como você repete padrões semelhantes em diferentes relacionamentos ou em certos relacionamentos ao longo do tempo? Como esses padrões refletem suas experiências internas e suas crenças sobre você e sua disponibilidade emocional para os outros?

Com essa autoconsciência tão compassiva, você será capaz de nutrir um senso mais forte de si mesmo e uma maneira mais segura de se conectar com seu parceiro.

Além disso, você pode aprender a se comunicar mais diretamente sobre seus pensamentos, sentimentos, necessidades e interesses. Isso ajuda os dois parceiros a se expressarem plenamente. E cria um relacionamento mais emocionalmente íntimo e saudável.

Obrigado!

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