Um boneco do pinóquio e um esqueleto na vitrine de uma loja

Mitos sobre o suicídio. Todos os dias, milhares de adolescentes tentam o suicídio no mundo. As escolas, os pais e os profissionais de saúde desempenham um papel fundamental na identificação daqueles que podem estar em risco.

E um dos maiores desafios são os mitos que podem ofuscar a possibilidade de alguém estar pensando em suicídio. Conheça alguns deles:

Não perguntar diretamente sobre o suicídio

Na nossa cultura e sociedade já existem muitos problemas em torno da doença mental. Doenças mentais são altamente estigmatizadas, e com o suicídio é ainda pior.

Parece ser algo que não deve ser dito ou tocado, que deve ser mantido “debaixo do tapete”.

Precisamos sim perguntar para salvar vidas. Precisamos ser direto: parece que você está realmente deprimido, já pensou em tirar sua vida ?

Quanto mais direto melhor.

Depressão é a causa dos suicídios

Apenas uma pequena fração dos depressivos comete suicídio. Em média, cerca de 40% a 50% dos suicídas podem estar deprimidos.

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Porém, outros diagnósticos podem estar associados: como esquizofrenia, transtornos psicóticos, abuso de substâncias, transtornos de ANSIEDADE etc. Não se trata apenas de DEPRESSÃO.

Não podemos impedir os suicídios

Sabemos muito claramente que, com a devida identificação, suporte adequado e tratamentos específicos para o suicídio, podemos absolutamente fazer a diferença e salvar vidas.

A maioria das pessoas que falam sobre suicídio não querem realmente morrer. Antes do ato em si, o suicida apresenta muitas indicações, muitos sinais de alerta, muitas comunicações de que algo está errado e, cometer suicídio não é algo que gostariam de fazer.

Elas tem esperança de que alguém as ajude a identificar isso e lhes dê a ajuda adequada.

Alguns dos sinais de alerta são:

  • Depressão;
  • Perda de concentração;
  • Despersonalização
  • Insônia;
  • Irritabilidade;
  • Abstinência.
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E o que é realmente crítico: muitas pessoas têm esses sintomas mas não estão pensando em suicídio. Porém, os sintomas se não tratados no início, se acumulam até o ponto que a idealização suicida apareça.

Os suicídios acontecem em um momento impulsivo

As pessoas contemplam, pensam, imaginam, fantasiam, escrevem notas de suicídio e postam coisas nas redes sociais. Depois de muitos dias ou semanas, fazem uma tentativa fatal.

Nenhum suicídio é feito em um momento de impulsividade. Há sempre uma história se você cavar fundo o suficiente.

Um pequeno número de pessoas, especialmente entre adolescentes ou crianças, não comunicam suas intenções.

Mas essa é a exceção. Normalmente elas vão contando para os amigos, soltando dicas, escrevendo redações, dizendo aos professores etc.

Então, quando as pessoas dizem isso, elas não brincando. É algo para levar a sério.

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Crianças de 5 a 12 anos não cometem suicídios

As crianças pequenas tiram suas vidas, sim. A cada ano cerca de 30 a 35 crianças com menos de 12 anos tiram suas próprias vidas.

É difícil para muitos de nós imaginarmos como uma criança tão jovem de 5, 6 e 7 anos de idade ter noção do que é se matar. Porém, elas têm a intenção e às vezes tiram suas vidas. Muitas vezes, correndo e se jogando na frente de um carro.

Um problema é nós ainda não sabemos muito sobre crianças jovens que cometem suicídio. A literatura sobre prevenção do suicídio começa aos 12 aos 14 anos.

É quase como se, mesmo na literatura profissional, crianças pequenas não pudessem ser suicidas.

E não é o caso.

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