Há alguma tempo atrás, tive um paciente que costumava se punir por tudo, mesmo quando fazia um bom trabalho. Para ele, sempre era possível fazer melhor.

Também costumava dizer “sinto muito” quando:

  • Não estava arrependido;
  • Esbarrava em alguém; ou
  • Queria expressar uma opinião diferente dos outros.

E sempre que cometia um erro, grande ou pequeno, parecia que tinha cometido um pecado mortal. Todos os erros eram ampliados, a culpa e a vergonha o faziam querer enfiar um saco de papel na cabeça. Cometer erros tornou-se um ciclo corrosivo que também destruiu a sua já instável autoestima.

Dizer não para alguém era doloroso, e muitas vezes ele só queria ficar sozinho.

Nada é mais estressante do que a falta de uma boa autoestima.

No caso dele isso certamente era verdade. Sua baixa autoestima o levou a vários relacionamentos tóxicos, estresse extra e mau humor. E ao longo do caminho, ele simplesmente não vivia as coisas tanto quanto poderia.

Alguns sinais da baixa autoestima incluem:

  • Sensibilidade às críticas;
  • Retraimento social;
  • Hostilidade;
  • Preocupação excessiva com problemas pessoais;
  • Sintomas físicos como fadiga, insônia e dores de cabeça;

Pessoas com uma autoestima instável também lutam contra pensamentos autocríticos e negativos. Esses pensamentos muitas vezes os impedem de ir atrás do que desejam na vida.

Quando uma pessoa se sente desvalorizada, ela pode começar a mostrar um desempenho ruim ou parar de tentar melhorar nas áreas em que se sente derrotada: academicamente, profissionalmente ou pessoalmente.

O fracasso pode ser especialmente difícil para pessoas com baixa autoestima. Essas pessoas sentem mais vergonha do que outros.

Felizmente, a autoestima não é imutável. Leva tempo e prática, mas você pode desenvolver respeito, apreço e amor incondicional por si mesmo. E não, isso não significa ser egoísta ou egocêntrico.

Autoestima saudável é a convicção de que alguém vale tanto quanto qualquer outro, mas não mais. Por um lado, sentimos uma alegria silenciosa por ser quem somos e um senso de dignidade que vem ao perceber que compartilhamos o que todos os humanos possuem: valor intrínseco. Por outro lado, quem tem autoestima permanece humilde, percebendo que todos têm muito a aprender e que estamos todos no mesmo barco.

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