6 verdades sobre as pessoas que fazem terapia

Uma pessoa fazendo terapia enquanto o Psicólogo a olha pacientemente

Categoria: Terapia online

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Existe um estigma com pessoas que fazem terapia, que é a sua relação feita à grandes problemas. Mas, ir à terapia é muito saudável, pois ela muda a forma como você vê as coisas e trata os outros.

Quando conto às pessoas o que faço, geralmente ouço coisas como: “você deve ver um monte de gente maluca”, ou “nossa, deve ser tão estressante ver todas aquelas pessoas perturbadas.”.

Sempre que isso acontece, sinto-me como protetor em relação aos meus pacientes.

Normalmente, respondo brincando: “na verdade, pessoas malucas não fazem terapia. São as pessoas tentando lidar com as pessoas ‘loucas’ que vão à terapia.”.

Impressões de terapia como essas nunca moldaram a minha experiência como Psicólogo.

Afinal, nunca penso no meu trabalho como tendo que “lidar com malucos” ou ouvir problemas insuportáveis ​​que me tiram o sono.

O tipo de pessoa que inicia uma terapia é sempre aquela que está disposta a mudar, bem como motivada a fazer a diferença na própria vida, relacionamentos e bem-estar geral.

Acho isso admirável e corajoso, algo que apenas pessoas sãs fazem.

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Geralmente, a pessoa que se sente mais desconfortável em um relacionamento ou situação é aquela que procura ajuda primeiro, e não uma pessoa “louca”.

Essa pessoa geralmente é o líder da família, desempenha um papel parental ou está excessivamente envolvida na tentativa de ajudar as pessoas ao seu redor.

Outros Psicólogos que trabalham em ambientes como unidades psiquiátricas, organizações sem fins lucrativos ou serviços sociais têm uma perspectiva diferente da minha.

Aqui está a verdade sobre as pessoas que procuram terapia:

Elas não são mentalmente instáveis

A terapia é um recurso para as pessoas explorarem a si mesmas, seus relacionamentos e suas circunstâncias.

Ela permite se tenha uma vida melhor, mais feliz, mais saudável, e superem dificuldades. As pessoas não usam a terapia para “consertar” a si mesmas quando há algo “errado” com elas.

Mas, essas pessoas precisam de ajuda para se desvencilhar, mudar padrões, melhorar seus relacionamentos ou mudar a forma como pensam.

Elas sabem que é essencial pedir ajuda

Ao contrário da crença de que pedir ajuda significa que você é frágil, pedir ajuda é um sinal de força.

Quando você percebe que está passando por um momento difícil, e fazer isso sozinho não está funcionando, é preciso muita consciência e coragem para admitir que precisa de mais apoio.

Fazer alterações não é fácil, mesmo com uma boa equipe de suporte. É por isso que tantas pessoas não procuram ajuda.

As pessoas que fazem terapia voluntariamente priorizam sua saúde mental e emocional, bem como são motivados a alcançar seus objetivos pessoais de bem-estar e relacionamento.

Há uma crença de que algumas pessoas são forçadas por seus parceiros, familiares ou outros entes queridos a fazerem terapia.

No entanto, na maioria das vezes, as pessoas vão à terapia de forma independente pois querem ajuda e estão dispostos a procurá-la.

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As pessoas que são forçadas a fazer terapia são obrigadas pelos tribunais a receber tratamento ou internadas involuntariamente em uma clínica psiquiátrica.

Esse não é o caso em um ambiente de terapia tradicional.

Elas nem sempre são diagnosticados com uma doença mental

A terapia não é apenas para pessoas diagnosticadas com doenças mentais, mas para pessoas que querem serem ouvidas sem julgamento e por uma pessoa imparcial.

Alguém que é treinado para ajudá-las a fazerem mudanças em direção à uma vida mais satisfatória, com mudanças na perspectiva dos problemas que estão enfrentando e dando-lhes as ferramentas para aplicar em seu processo de crescimento.

Todos nós queremos isso, mas algumas pessoas estão mais dispostas a dar o próximo passo e pedir ajuda.

Os Psicólogos mais prudentes são cuidadosos com o diagnóstico que atribuem aos pacientes, e são transparentes em relação a isso.

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Dito isto, também não há nada de errado em ser diagnosticado com uma doença mental. Um diagnóstico ajuda muitas pessoas a entenderem o que pode está acontecendo.

Elas nem sempre estão passando por um evento trágico

Os pacientes iniciam a terapia por uma variedade de razões diferentes.

Às vezes, passaram por um evento significativo que mudou sua vida, como uma morte na família ou um divórcio, e outras vezes procuram terapia para crescimento pessoal.

Outras vezes, os pacientes iniciam a terapia para obter ajuda e abordar um novo capítulo em suas vidas, encontrar direção e propósito, mudar maus hábitos ou lidar com um problema de relacionamento ou rompimento.

Um evento esmagadoramente trágico não precisa ocorrer para que as pessoas desejem uma vida mais feliz.

Elas entendem que o Psicólogo não vai manipulá-los

Algumas pessoas ainda acreditam que os Psicólogos podem ler e controlar mentes, bem como pensar que tudo o que fazemos é analisar nossos pacientes, dizer-lhes o que há de errado e pregar-lhes como viver suas vidas.

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As pessoas que fazem terapia sabem que não é assim.

Um Psicólogo é um guia e um confidente, que oferece aos seus pacientes novas perspectivas e ferramentas que os ajudem a praticar novas formas de lidar com a vida.

Ele não está lá para manipular ninguém.

Mudando o estigma da terapia

A terapia é uma escolha de estilo de vida. Ela ajuda as pessoas a permanecerem em um caminho significativo e gratificante.

Também ajuda a lidar com as próprias emoções, tomar decisões ponderadas e, finalmente, ter uma nova perspectiva sobre seus problemas.

Se o estigma da terapia continuar, isso vai impedir que muitas pessoas procurem uma ajuda que será muito útil à elas.

O campo da Psicologia começou a adotar uma perspectiva de coaching de vida, permitindo que as pessoas vejam a terapia como uma forma de desenvolvimento pessoal.

Outro estigma da terapia é que o Psicólogo não se importa e só escuta pelo dinheiro.

Muitas vezes me perguntam: “os Psicólogos realmente se importam?” e sempre, para não soar muito cafona, digo: “a intervenção profissional de um Psicólogo custa dinheiro, mas o amor é de graça”.

A verdade é: geralmente nos importamos demais.

Nós nos perdemos nas histórias de nossos pacientes, e ocasionalmente ficamos sobrecarregados.

No entanto, nunca conheci um colega que não se importasse com eles, ou apenas o fizesse pelo dinheiro. Se fosse esse o caso, teríamos escolhido uma carreira diferente.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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