A importância do respeito à privacidade no sucesso da terapia

Um homem pensando sobre a importância da privacidade na terapia

Categoria: Terapia online

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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A privacidade na terapia desempenha um papel fundamental na construção de uma aliança terapêutica bem sucedida.

Os pacientes precisam sentir-se confortáveis em saber que podem ser honestos em suas sessões de terapia, sem que sua privacidade vaze para terceiros.

Manter a privacidade, por parte do Psicólogo, estabelece a base para a confiança e permite que a terapia se torne mais individualizada e eficaz.

Muitos países têm as suas próprias leis e regulamentos relativos ao tratamento e da comunicação de informações.

Com muitas poucas exceções, um Psicólogo só discutirá sobre seu paciente com outras pessoas quando este último der uma permissão por escrito.

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O Psicólogo também deve respeitar a privacidade dos pacientes ao redigir seus registros das sessões de terapia.

Ele precisa estar apto a não incluir, por exemplo, sonhos ou fantasias de um paciente em suas anotações se houver o risco de ser mal compreendido e causar danos.

Há momentos em que um paciente pode encontrar seu Psicólogo fora do consultório, na “vida real”.

Um bom Psicólogo o instruirá para essa possibilidade durante suas primeiras sessões de terapia, explicando como lidar com essa possibilidade.

Por exemplo, se o paciente estiver com alguém, então o Psicólogo não vai cumprimentá-lo, e apenas passar por ele.

Mas, se o paciente e o Psicólogo estiverem sozinhos, então o Psicólogo poderá esperar se o paciente o cumprimente ou não.

A relação é dessa forma para que o paciente não fantasie que está sendo ignorado.

Quando um Psicólogo pode quebrar a privacidade?

Existem alguns casos específicos e claros em que o Psicólogo é obrigado a relatar informações pessoais sobre seu paciente:

  1. Se o paciente representa um perigo para si ou para terceiros;
  2. Se o Psicólogo suspeitar de abuso de uma criança, idoso ou adulto dependente;
  3. Se o Psicólogo for legalmente forçado por uma ordem judicial.
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A maioria dos Psicólogos inclui uma explicação detalhada dessas exceções em sua política de privacidade, que o paciente analisa e assina antes da primeira sessão.

Eles também mencionam sobre isso caso o paciente tenha alguma preocupação com a privacidade, e que possa impedi-lo de se envolver totalmente na terapia.

Mesmo quando um Psicólogo é obrigado a quebrar a privacidade, ele o fará respeitando e revelando somente o necessário, de modo a proteger seu paciente ou outras pessoas, e apenas para aqueles que precisam da informação.

E quanto à privacidade no contexto da supervisão?

Muitos Psicólogos, seja em grupo ou em consultório particular, têm um supervisor.

Esses Psicólogos estão supervisionando o próprio trabalho, de modo a se certificarem de que o paciente está no caminho certo ou que não estão violando nada eticamente.

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Eles também têm o cuidado de ocultar quaisquer detalhes de identificação sobre seus pacientes (como nome, idade ou profissão), de modo que a supervisão seja útil sem quebrar a privacidade.

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Os Psicólogos falam sobre os pacientes com amigos ou familiares?

Embora os Psicólogos não discutam abertamente o seu trabalho com outras pessoas, não é realista pensar que eles não partilham absolutamente nada com pessoas importantes.

Os Psicólogos estarão mentindo se disserem que nunca falam sobre seus pacientes.

O fundamental é observar com muito cuidado se eles estão se exibindo e o que estamos fazendo com isso.

No geral, confiar na privacidade entre Psicólogo e paciente fará uma diferença significativa no sucesso ou não da terapia.

Se um paciente tiver alguma dúvida, ele deve ser encorajado a discuti-la com seu Psicólogo.

Obter uma melhor compreensão da perspectiva e abordagem do profissional em relação à privacidade só beneficiará a aliança terapêutica.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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