Quando a primeira sessão com o Psicólogo não funciona

Homem na sacada de um prédio com a cabeça baixa, demonstrando frustração

Categoria: Terapia online

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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É supreendente quando se descobre que o número mais comum de sessões de terapia é uma. Sim, uma! Porém, isso não quer dizer que as pessoas não tentem a terapia em outra ocasião.

Normalmente, uma terapia que não passa da primeira sessão tem seu problema na qualidade da relação terapêutica, ou seja, na qualidade do relacionamento entre Psicólogo e paciente.

Os vários componentes-chave que compõem uma primeira sessão mau sucedida envolvem:

As crenças do paciente sobre a mudança

Esse conflito pode vir de Psicólogo e paciente com experiências de vida, origens ou filosofias muito diferentes. Quando ambos discordam sobre como as coisas vão mudar, ou seja, o que precisa acontecer para caracterizar uma mudança.

Um desacordo comum de acontecer é quando um Psicólogo acredita que o paciente precisa tomar uma ação direta para mudar suas circunstâncias, mas ele acha que o universo responderá com sinais de como e quando proceder.

Leia também:  Quando o Psicólogo desmarca ou falta à sessão de terapia

Nenhuma das partes está certa ou errada, porém como ambas poderão trabalhar juntas e de forma significativa?

A terapia não tem propósito para o paciente

O conflito de objetivos envolve um Psicólogo que acredita que um paciente não está “enfrentando” algo que ele considera sem importância. Outro exemplo seriam os Psicólogos que ficam frustrados quando os pacientes não fazem sua “lição de casa“.

Um paciente também pode sentir que há metas que precisam ser abordadas, mas o Psicólogo discorda, talvez até pensando que isso seja prejudicial. Aqui, há uma necessidade de diálogo.

Também digno de nota em algumas situações: o paciente sente fortemente que não precisa de ajuda enquanto o Psicólogo pensa que sim, levando à terapia para um lado de disputa.

As estratégias não fazem sentido para o paciente

Relacionado às crenças sobre mudança, isso acontece quando os métodos terapêuticos que o Psicólogo está propondo não fazem sentido para o paciente. Ele tem uma estratégia diferente e que considera mais eficaz, ou pode não ter nenhuma ideia específica, exceto um forte sentimento de que o que o Psicólogo está propondo não funcionará.

Psicólogos versados ​​em uma variedade de métodos terapêuticos terão a oportunidade de oferecer uma variedade de opções aos pacientes. Às vezes, porém, é melhor encaminhar para outro Psicólogo, se não houver acordo sobre o método.

A aliança terapêutica não aconteceu

A aliança terapêutica é muitas vezes referida como a “vibração” entre paciente e Psicólogo. Se ela não acontece, a abertura na terapia será difícil, se não impossível.

Do ponto de vista do paciente, isso pode estar relacionado a:

  • Percepção de que o Psicólogo o está julgando;
  • Sentimentos de que o Psicólogo é “muito diferente”;
  • Falta de confiança no Psicólogo ou
  • A crença de que o Psicólogo não tem experiência suficiente para ajudar.
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Além disso, às vezes algo aconteceu na sessão que deixou o paciente com raiva do Psicólogo, como ele percebendo que o Psicólogo era insensível, muito direto ou insincero, por exemplo.

Quando um Psicólogo sente que o relacionamento é ruim (por exemplo, ele está “pisando em ovos”, se sente incompreendido ou, mais raramente, se sente inseguro), normalmente é do interesse do paciente que o Psicólogo o encaminhe para outro profissional.

Quando feito com compaixão e por razões terapêuticas, nunca se trata de punir um paciente, mas de encaminhá-lo para uma terapia que mais o ajudará.

Outros fatores importantes

E sim, às vezes o fenômeno de uma sessão não tem nada a ver com a sessão em si, ou com qualquer coisa que tenha acontecido na relação terapêutica. Possíveis fatores incluem:

  • O surgimento de uma crise de vida repentina e desgastante, onde outras coisas caem no esquecimento (incluindo terapia);
  • Reconhecer, após a primeira sessão, que está ocupado demais para dedicar tempo regular à terapia;
  • Uma mudança no horário de trabalho, ou horário de trabalho errático;
  • Problemas de saúde inesperados;
  • Uma flutuação repentina nas finanças;
  • Uma conversa de um ente querido que desaprova a terapia;

O que fazer para superar a primeira má impressão?

É tentador dizer “esqueça” quando parecer ser muito difícil agendar uma segunda sessão. E de fato, você pode estar certo, as circunstâncias podem indicar que não é mesmo o momento certo para continuar.

Mas, se não forem as circunstâncias que o impedem, então há algumas outras opções a considerar:

Leia também:  O que fazer quando há lista de espera para um Psicólogo?

Entre em contato com ele e marque um horário para falar por telefone, fazer uma videochamada ou, se possível, marcar um encontro em seu consultório.

As preocupações são melhor tratadas diretamente, pois o tom e a intenção são difíceis de transmitir por e-mail ou SMS, possivelmente resultando em mais mal-entendidos.

Além disso, os Psicólogos não se envolvem em discussões confidenciais por e-mail, pois ele não é considerado uma forma segura de comunicação.

A partir dessa conversa, veja como o Psicólogo reage:

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  • Ele está na defensiva? Então é melhor procurar outro profissional;
  • Aberto e dialogante? Então a aliança terapêutico está mais forte.

Se você se sentir desconfortável ou emocionalmente inseguro com o Psicólogo que consultou. Ou, se este é o terceiro, quarto ou quinto com quem você está tentando, então há um medo desconhecido sobre a terapia, tanto para você quanto para os Psicólogos com quem você está se consultou.

Mesmo que você não saiba o que é ou por que é um problema, será útil conversar com o Psicólogo sobre como você se vê. Quando você vai à uma sessão apenas uma vez, o Psicólogo pode não perceber nenhum padrão até que você o mencione.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.