Como superar a dor do arrependimento e seguir em frente?

Homem com as mãos cruzadas, de olhos fechados e cabeça baixa, em sinal de arrependimento.

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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O arrependimento é um sentimento comum e que provoca efeitos negativos e positivos.

Ele é um sentimento baseado na ideia de que você poderia ter agido de forma diferente para produzir um resultado mais desejável.

Às vezes ele vem acompanhado de culpa e constrangimento. Inclui fazer a si mesmo muitas perguntas hipotéticas:

  • “E se eu agisse de maneira diferente?”
  • “E se eu aproveitasse essa oportunidade?”
  • “E se eu não dissesse o que disse?”

Como você não pode voltar no tempo, então nunca saberá as respostas.

Por esse motivo é comum ficar ruminar sobre o que poderia ser diferente, preso nos mesmos pensamentos repetidamente e imaginando o que aconteceria.

O arrependimento por algo acontece mesmo quando, realisticamente, não há nada que poderia ter sido feito, e mesmo que, no final das contas, você acredite que fez a escolha certa.

O sentimento em si não é prova de que você fez a coisa errada.

Por que o arrependimento é prejudicial?

O arrependimento está associado a altos níveis de cortisol.

Conhecido como o hormônio do estresse, ele é benéfico quando entramos em um modo de luta ou fuga.

Mas, os níveis cronicamente altos de cortisol estão associados a problemas de saúde mental e física.

As pessoas propensas ao arrependimento experimentam mais:

  • Depressão;
  • Desesperança e;
  • Ideação suicida.
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Muitas pessoas ruminam sobre arrependimentos.

Ruminação mental é quando você não consegue parar de pensar no passado, mesmo quando está tendo os mesmos pensamentos repetidamente.

Na ruminação, esses pensamentos são negativos ou perturbadores por natureza.

Embora a maioria das pessoas rumine, ela está associada a certas condições de saúde mental, incluindo:

  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Transtorno de estresse pós-traumático e;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo.

Não é possível evitar totalmente o arrependimento. Mas administrá-lo de maneira saudável e positiva ajuda a aprender com a experiência.

Os arrependimentos podem ser uma coisa positiva?

O arrependimento é um sentimento saudável, comum e que a maioria das pessoas experimenta de vez em quando.

Em alguns casos ele pode ser benéfico, como:

  • Melhorar as habilidades de tomada de decisão: embora você não possa evitar erros completamente, lamentar decisões passadas vão ajudá-lo a fazer escolhas melhores e mais ponderadas no futuro;
  • Motivá-lo a ter um desempenho melhor, assumir riscos saudáveis ​​e concentrar sua energia no que é importante para você;
  • Ser mais autoconsciente e aprender sobre seus valores, pontos fortes e fracos;
  • Usá-lo para alimentar uma apreciação mais profunda pelas decisões das quais não se arrepende, e pelas coisas positivas que tem em sua vida.

Com isso dito, se o seu arrependimento for excessivo ou obsessivo, isso vai fazer mais mal do que bem.

Este é especialmente o caso se você se demorar no mesmo pensamento por muito tempo, ou se achar difícil pensar em outra coisa senão nas escolhas erradas.

Quais os arrependimentos mais comuns?

Arrependimentos relacionados a ideais são mais duradouros e dolorosos do que lamentar outros tipos de falhas e decisões.

Os relacionados ao ideal são sobre não cumprir seus objetivos, e agir como você gostaria que seu eu ideal agisse.

Em ordem de importância, as pessoas se arrependem mais comumente por:

  • Decisões que quebraram suas próprias regras de vida. Em outras palavras, decisões que foram contra sua moral e valores;
  • Decisões que se entrelaçam com os relacionamentos com os outros;
  • Decisões que careciam de uma justificação explícita.
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As pessoas também são mais propensas a se arrependerem da inação do que da ação.

É mais provável que alguém se arrependa das coisas que não fez do que das coisas que fez.

Como parar de pensar em arrependimentos?

Como mencionado, os arrependimentos podem até ser benéficos.

Contudo, se você costuma ruminar sobre eles ou se encontra tendo espirais de pensamentos persistentes e improdutivos, talvez precise encontrar uma maneira de desviar sua atenção para outro lugar.

Aqui estão algumas maneiras dar uma pausa nos pensamentos não construtivos:

  • Pratique a atenção plena: concentre-se em saborear o momento presente em vez de se envolver em ruminações. Isso nem sempre é fácil, mas a atenção plena fica mais eficiente com a prática;
  • Concentre sua energia em outro lugar: se envolva em um projeto de arte ou leia um livro envolvente;
  • Exercício: rajadas curtas de exercício reduzem a ruminação e melhoram o humor;
  • Faça um diário: fazer registros vão ajudá-lo a expressar e processar seus pensamentos. Depois de tirar esses pensamentos de seu cérebro e colocá-los em um diário, fica mais fácil seguir em frente.

Dicas para superar arrependimentos

Deixe-se sentir

Como o arrependimento é muito doloroso, pode ser tentador querer reprimir o sentimento. Mas evitá-la só vai fazer com que pareça pior.

Em vez disso, reconheça o que está sentindo e aceite.

Arrepender-se não faz de você uma pessoa má ou tola, é uma emoção natural e comum.

Tire algo positivo da experiência.

Em muitos casos, o arrependimento é valioso e ensina uma lição de vida.

Por exemplo, se um amigo falecer e você se arrepender de não ter passado mais tempo com ele, isso pode inspirá-lo a passar mais tempo com seus entes queridos.

Você também pode se desculpar e fazer as pazes se estiver magoado com alguém.

Seja autocompassivo

O arrependimento leva ao crescimento pessoal se a autocompaixão estiver envolvida.

A aceitação e o autoperdão ajudam a aprender com a experiência.

A autocompaixão também protege dos riscos potenciais de arrependimento para a saúde, especialmente problemas relacionados ao cortisol elevado.

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Em relação ao arrependimento, a autocompaixão inclue:

  • Perdoar a si mesmo;
  • Lembrar-se de seus pontos fortes;
  • Praticar a bondade amorosa;
  • Cuidar de suas necessidades básicas;
  • Permitir envolver-se em atividades agradáveis.

Evite elaborar hipóteses

Se você tivesse tomado uma decisão diferente, o resultado poderia ter sido melhor. Mas também poderia ter sido pior.

O problema é que nunca podemos saber quais são os resultados alternativos.

Embora seja tentador repassar as possibilidades, isso se tornará cansativo depois de um tempo.

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Reconheça quando estiver envolvido em padrões de pensamento que não são produtivos ou úteis, e pratique a atenção plena para não ficar muito preso na fantasia.

Quando procurar ajuda?

Qualquer pessoa pode se beneficiar da ajuda de um Psicólogo.

Se você está achando difícil processar um arrependimento, a terapia vai ajudá-lo a lidar com seus sentimentos e com o arrependimento de maneira saudável.

É uma ideia especialmente boa procurar ajuda profissional se seus arrependimentos:

  • Forem severamente perturbadores ou opressores;
  • Tornarem difícil se concentrar ou pensar com clareza;
  • Prejudicarem sua capacidade de tomar decisões;
  • Afetarem negativamente a vida cotidiana (incluindo relacionamentos, vida doméstica, lazer ou trabalho).

A terapia também é útil se seus arrependimentos forem persistentes e acompanhados por compulsões (comportamentos que você se sente compelido a repetir), como:

  • Contar;
  • Organizar objetos;
  • Verificar portas/janelas;
  • Pesquisar excessivamente;
  • Buscar segurança constantemente;
  • Rezar;
  • Outros eventos repetitivos mentalmente;

Vamos recapitular

O arrependimento é um sentimento comum.

Embora a maioria das pessoas se arrependa de vez em quando, pode ser difícil lidar com isso.

Se o arrependimento parecer opressor ou profundamente perturbador, considere falar com um Psicólogo. A terapia online vai ajudá-lo.

Além disso, a autocompaixão e a aceitação vão ajudá-lo a se sentir melhor.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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