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Eu me odeio: 8 maneiras de combater o auto-ódio

Homem dando um soco em direção ao observador da fotografia

Você costuma ficar pensando: “Eu me odeio?” Se você está cheio de sentimentos de ódio por si mesmo, então sabe como isso é frustrante. Ele limita o que se pode realizar na vida, e também piora as condições de saúde mental, como ansiedade e depressão.

Os sinais de que você se odeia

A seguir estão alguns dos principais sinais de que você se odeia, além de ter pensamentos negativos ocasionais sobre se odiar:

  • Pensamento do tudo ou nada: você vê a si mesmo e sua vida como boa ou má, sem quaisquer tons de cinza no meio. Se você cometer um erro, terá a sensação de que tudo está arruinado ou que sua vida acabou;
  • Dá ênfase somente nas coisas negativas: mesmo que tenha um bom dia, você tende a se concentrar apenas nas coisas ruins que aconteceram ou no que deu errado;
  • Demasiada ênfase nos sentimentos: você considera seus sentimentos como fatos. Se você perceber que está se sentindo mal ou como um fracassado, então presumirá que seus sentimentos devem refletir a verdade da situação e que algo deve estar errado;
  • Baixa autoestima: você geralmente tem baixa autoestima e não se sente à altura quando se compara com os outros na vida diária;
  • Constante busca por aprovação: você está constantemente buscando aprovação externa de outras pessoas para validar seu valor próprio. Sua opinião sobre você muda dependendo de como os outros o avaliam ou o que pensam de você;
  • Não acredita ser merecedor de elogios: se alguém diz algo bom a seu respeito, você desconsidera o que foi dito ou pensa que essa pessoa está apenas sendo gentil. Você tem dificuldade para aceitar elogios e tende a ignorá-los em vez de aceitá-los graciosamente;
  • Tenta se modelar ao desejo dos outros: você está sempre se sentindo um estranho e tentando se encaixar aos outros. Sente como se as pessoas não gostassem de você, e não entende por que elas gostariam de passar um tempo ou que realmente gostassem de você;
  • Leva as críticas para o lado pessoal: você tem dificuldade em fazer críticas e tende a interpretar isso como um ataque pessoal ou a pensar muito depois do fato;
  • Muitas vezes sente ciúme: você fica com ciúme dos outros e pode reprimi-los para que se sinta melhor ou se sinta melhor em relação à sua situação na vida;
  • Medo de estabelecer conexões positivas: você afasta amigos ou parceiros em potencial por medo quando eles se aproximam demais e acredita que isso vai acabar mal ou você vai acabar sozinho;
  • Sente pena de si mesmo em demasia: você tem a sentir pena em excesso de si mesmo, e sente como se tivesse passado por uma situação ruim na vida ou que tudo e todos estão contra você;
  • Medo de sonhar grande: você tem medo de ter sonhos e aspirações. Sente que precisa continuar a viver sua vida de forma protegida. Você pode ter medo do fracasso, medo do sucesso ou menosprezar a si mesmo, independentemente do que conquiste.
  • É muito duro consigo: Se você cometer um erro, terá muita dificuldade de se perdoar. Você também pode se arrepender de coisas que fez no passado ou deixou de fazer, ou de que tem dificuldade para se desapegar e superar;
  • Ponto de vista cínico: você vê o mundo de uma forma muito cínica e odeia o mundo em que vive. Você sente que as pessoas com uma perspectiva positiva são ingênuas quanto ao modo como o mundo realmente funciona. Você não vê as coisas melhorando e tem uma visão muito sombria da vida.

Por que você se odeia?

É importante lembrar que nem todos que se odeiam passaram pelos mesmos acontecimentos na vida. Em vez disso, é importante considerar suas circunstâncias únicas e o que pode ter te levado a este ponto.

Intensa negativa autocrítica interna

Se você anda pensando “eu me odeio”, é provável que tenha uma autocrítica interna negativa que constantemente o rebaixa. Essa voz crítica o faz comparar-se com outras pessoas ou dizer que você não é bom o suficiente. Você pode se sentir diferente das outras pessoas e que não está à altura delas. Isso faz com que você se sinta uma fraude.

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Com mais de 12 anos de experiência, já ajudei milhares de pessoas a superarem algum tipo de abuso narcisista.

A autocrítica interna negativa é como um inimigo que pretende minar seu sucesso. Essa voz em sua cabeça está cheia de ódio a si mesmo, e também pode evoluir para uma paranoia e desconfiança se ela persistir por tempo suficiente. Ela não quer que você experimente o sucesso, por isso vai até mesmo derrubá-lo quando você realizar algo bom.

Experiências e traumas da infância

Você cresceu com pais que te criticavam? Ou você teve um pai que parecia estressado, zangado ou tenso e que fazia você ter muita cautela ao contatá-lo?

Nesse caso, você pode ter aprendido a se tornar uma pessoa introvertida. As experiências ou traumas da infância, como abuso, negligência, excesso de controle ou críticas, podem levar ao desenvolvimento de uma autocrítica interna negativa.

Qualidade dos relacionamentos

Nem toda autocrítica interna negativa começa durante a infância. Se você manter um relacionamento ou amizade com alguém que adota os mesmos tipos de comportamento, isso também vai criar essa autocrítica.

Isso inclui um relacionamento com um colega de trabalho ou superior que o rebaixa ou o faz se sentir inferior. Qualquer tipo de relacionamento ruim tem o potencial de criar uma autocrítica interna negativa que é difícil de desfazer.

Ser vítima de intimidação

Você foi vítima de bullying na escola, no trabalho ou em outro relacionamento? Mesmo relacionamentos transitórios criam memórias duradouras, que afetam e depreciam sua autoestima. Se você tiver lembranças de eventos aparentemente insignificantes, pode ser que esses casos de bullying tenham contribuído para a forma da autocrítica interna negativa.

Se essa voz interna repete as palavras dos agressores, então é um sinal de que você tem um trabalho mais profundo a fazer para se livrar desses eventos do passado. Em vez de aceitar as palavras dos agressores, você precisará explorar seu significado e como isso se relaciona com sua situação atual, se quiser ir além do ódio por si mesmo.

Influência dos eventos traumáticos

Você já experimentou algum evento traumático na vida, como um acidente de carro, ataque físico ou perda significativa? Em caso afirmativo, isso pode deixá-lo pensando, “por que eu?” que podem evoluir para sentimentos de vergonha ou arrependimento, principalmente se você sentir que de alguma forma foi o culpado.

Lembrar de experiências ruins

Mesmo muito tempo depois dos eventos originais, uma lembrança pode ser acionada por coisas que acontecem hoje em sua vida diária. Por exemplo, um novo colega de trabalho pode lembrá-lo de uma experiência ruim no trabalho, ou um novo amigo pode desencadear uma lembrança desagradável de sua infância.

Se você perceber que está tendo uma reação emocional desproporcional a uma situação, novamente é um sinal de que talvez seja necessário trabalhar mais para descobrir os bloqueios que o estão prendendo. Isso geralmente é feito com a ajuda de um Psicólogo ou outro profissional de saúde mental.

Intenso autoconceito negativo

Você tem um autoconceito negativo, uma autoimagem ruim, ou baixa autoestima? Quando você tem pensamentos de ódio a si mesmo, qualquer pequeno problema se torna muito maior. Isso ocorre porque você sente que as coisas que acontecem refletem de volta seu próprio senso de autoconfiança ou desconfiança sobre o que pode realizar.

Por exemplo, se você se comporta de maneira estranha perto de um grupo de pessoas, pode começar a pensar que todo mundo o odeia e que você nunca será capaz de fazer amigos, mesmo que seja apenas uma situação e as coisas possam mudar.

Condições de saúde mental

Um sentimento de ódio por si mesmo também pode ser o resultado de um transtorno mental, como depressão ou ansiedade. A depressão inclui sintomas como desesperança, culpa e vergonha, que podem fazer você se sentir como se não fosse bom o suficiente.

Infelizmente, a natureza da depressão também significa que você é incapaz de entender que é a a própria depressão que o está fazendo ter pensamentos negativos.

Quanto mais a depressão influencia seus pensamentos, mais provável é que você comece a ver essa visão negativa de si mesmo como sua realidade. Você pode se sentir isolado e diferente de todos os outros.

Consequências do “eu me odeio”

Além das causas, é importante entender as consequência para si mesmo quando diz repetidamente que se odeia. A seguir estão algumas das consequências:

  • Você pode parar de tentar fazer as coisas porque acha que elas acabarão mal;
  • Você pode ter um comportamento autodestrutivo, como usar drogas, comer demais ou se isolar;
  • Você pode sabotar seus próprios esforços ou deixar de cuidar de si mesmo;
  • Você pode, sem saber, escolher pessoas que são ruins para você ou que tirarão vantagem, como amigos ou parceiros tóxicos;
  • É provável que você tenha problemas com baixa autoconfiança e baixa autoestima;
  • Você pode ter problemas para tomar decisões e sentir que precisa de outras pessoas para orientá-lo quando fica paralisado pela indecisão;
  • Você pode ter uma tendência perfeccionista e lutar para fazer as coisas sempre de forma perfeita;
  • Você pode se preocupar excessivamente com os problemas diários ou com o seu futuro;
  • Você acha difícil acreditar em coisas boas a seu respeito, e sente que os outros estão apenas sendo gentis ou manipuladores quando o elogiam;
  • Você não consegue ir atrás de seus objetivos e sonhos, e sempre se sente estagnado;
  • Você duvida de suas habilidades e do que pode realizar;
  • Você vê o futuro como sendo muito sombrio, não tem expectativas positivas e;
  • Parece que você não pertence a lugar nenhum, e que é um pária e desconectado do mundo ao seu redor.

Como você pode ver, muitas das consequências do ódio por si mesmo são semelhantes as causas. Desta forma, entra-se em um ciclo da qual é muito difícil escapar. Enquanto permanecer nesse padrão de ódio por si mesmo, você nunca avançará. No entanto, existem ações que você pode realizar para interromper o ciclo.

Como superar o ódio por si mesmo?

Se você está querendo superar o ódio que tem por si mesmo, há uma série de etapas e ações que pode tomar. Acima de tudo, lembre-se de que você não é culpado pelo como se sente, mas é responsável, a partir de hoje, pelas ações que realizar para melhorar sua vida.

Faça registros em um diário

Mantenha um diário para refletir sobre o seu dia e entender como se sente sobre o que aconteceu. Reflita sobre os acontecimentos do dia, examine as situações que podem ter desencadeado certas emoções e esteja atento às causas do seu ódio por si mesmo.

Ao fazer o diário todos os dias, procure padrões e se torne mais consciente de como suas emoções mudam. A escrita expressiva, como o que é feito durante o registro no diário, pode ajudar a reduzir o sofrimento psicológico.

Desafie a autocrítica interna negativa

Quando você se tornar mais consciente de suas emoções e dos gatilhos, começara a identificar os pensamentos que tem quando se depara com eventos negativos. Pergunte a si mesmo se seus pensamentos são realistas ou se você os está distorcendo.

Enfrente seu agressor interior, contrapondo-se à ele com argumentos em contrário. Se você acha difícil construir uma voz forte sozinho, imagine-se assumindo o papel de uma pessoa mais forte que você conhece, como um amigo, pessoa famosa ou super-herói.

Pratique a autocompaixão

Em vez de se odiar, tente mostrar compaixão por si mesmo. Isso significa olhar para as situações sob uma luz diferente, ver as coisas boas que você realizou e acabar com o pensamento dicotômico.

  • Aquilo que aconteceu de ruim foi realmente o fim do mundo?
  • Você poderia reformular a situação para vê-la como um revés em vez de uma catástrofe?

Quando puder ser mais gentil consigo mesmo, você se abrirá para sentimentos mais positivos e uma voz interior positiva. A terapia com foco na compaixão pode melhorar a autoestima, o que é útil para reduzir o ódio por si mesmo.

Passe mais tempo com pessoas positivas

Em vez de sair com pessoas que fazem você se sentir mal, comece a sair com pessoas que fazem você se sentir bem. Se você não conhece pessoas assim na sua vida real, considere entrar em um grupo de apoio.

Se você está lutando para ter uma boa saúde mental, então pode se beneficiar com uma consulta ao Psicólogo. Embora seja possível mudar sua mentalidade por conta própria, ele pode ajudá-lo a lidar mais rapidamente com traumas do passado e também a praticar padrões de pensamento mais saudáveis.

Tenha mais autocuidado por si

Em vez de se envolver em comportamentos autodestrutivos, dedique-se ao autocuidado. Isso significa cuidar de sua saúde física e mental, fazendo todas as coisas que vão mantê-lo se sentindo bem.

  • Coma alimentos saudáveis;
  • Faça exercícios regularmente;
  • Durma o suficiente;
  • Reduza as mídias sociais e o tempo que você passa nela;
  • Passe mais tempo em contato com a natureza e;
  • Fale gentilmente consigo mesmo.

Busque um significado para sua vida

O antídoto para se sentir mal o tempo todo pode ser começar a dar pequenos passos em direção ao que você deseja na vida. Isso pode significar:

  • Encontrar um novo plano de carreira;
  • Viajar;
  • Livrar-se de dívidas;
  • Terminar um relacionamento;
  • Começar uma família ou;
  • Se mudar para longe.

Determine seus valores e comece a agir de acordo com eles. Depois que você começar a se alinhar com eles, será mais fácil desenvolver uma autoconfiança.

Palavras finais

É fácil pensar que você é o único que luta contra o pensamento de que odeia a si mesmo. Muitas pessoas se sentem da mesma forma que você, então não se sinta sozinho.

Se você ainda luta para superar a autocrítica interna negativa, pode ser que um problema de saúde mental subjacente esteja contribuindo para seus padrões de pensamento. Se ainda não foi avaliado por um Psicólogo, este deve ser seu primeiro passo. Se for diagnosticado com um transtorno mental, este pode ser o ponto de partida para finalmente fazer mudanças positivas.

Livre-se do narcisismo em sua vida!

Psicólogo Emilson Silva com camisa roxa e rindo

Com mais de 12 anos de experiência, já ajudei milhares de pessoas a superarem algum tipo de abuso narcisista.

Por outro lado, se você não tem um transtorno diagnosticável, ou se já consultou um Psicólogo e está recebendo tratamento, então sua melhor ação é seguir adiante com o conjunto de estratégias de enfrentamento mencionados anteriormente.

Embora possa parecer difícil confiar a alguém que você precisa de ajuda, você também pode se surpreender ao ver como os outros estarão dispostos a ajudá-lo.

Não há razão para continuar vivendo sua vida com o pensamento de que você se odeia. A partir de hoje você pode dar o primeiro passo para se sentir melhor, e viver uma vida que não seja cheia de ódio de si mesmo.


Comentários

6 respostas para “Eu me odeio: 8 maneiras de combater o auto-ódio”

  1. Avatar de Mari

    Muito bom texto, bem claro e detalhado. Estou tentando aplicar essas medidas como a meditação, diário, me defender dos pensamentos intrusivos e estou melhorando. É difícil, tem dias muito ruins e recaídas, mas estou tentando me manter firme. Tenho dificuldade em pensar em mim mesma com compaixão… Obrigada por esse maravilhoso texto, espero que continue ajudando muitas pessoas

  2. Avatar de Mara

    Ótimo texto. Estava precisando ler isto hoje. Muitas vezes não enxergamos a luz no fundo do túnel. Graças a Deus que existem pessoas que pensam diferente.

    1. Obrigado pelo seu comentário!

  3. Avatar de cleverson
    cleverson

    Maravilhoso todo conteudo da pagina, ajudou muito

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