3 dicas práticas para acabar com a ruminação mental

Mulher de blazer preto sentada em uma mesa e ruminando mentalmente

Categoria: Resiliência

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Ruminação mental é a inclinação para pensar demais ou ter pensamentos repetitivos que são difíceis de ignorar. Ela é uma tendência humana que aumenta nos momentos difíceis.

Muitos ruminadores mentais lutam contra altos níveis de autocrítica e arrependimento, como que ocupando um espaço desordenado na mente, ao invés de ocupar o mesmo espaço para atividades que cultivem alegria, gratidão e crescimento.

Se você tende a ruminação mental, então sabe o quão:

  1. Perturbador pode ser e;
  2. Irritante é quando alguém lhe diz para simplesmente parar de pensar tão negativamente.

É como ser instruído a relaxar e não babar, enquanto está amarrado à cadeira odontológica com uma broca enorme na boca, além do refletor incomodando seus olhos.

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A ruminação mental é uma poderosa ferramenta de automação da mente, mas não é insuperável.

Práticas antirruminação, aquelas que nos ajudam a redirecionar nosso pensamento para reduzir os efeitos nocivos de pensamentos inúteis, retreinam nossas mentes para padrões mais humanos e produtivos.

Embora pareça uma tarefa difícil derrubar essa poderosa tendência da mente, existem maneiras de nos equiparmos com essas práticas. A ciência mostra que elas nos ajudam a abraçar “o que é”, em vez de ficar se lamentando pelo que “não é”. Veja como:

Obtenha clareza em seu locus de controle

Locus de controle refere-se à medida em que acreditamos ter controle sobre os eventos que influenciam nossas vidas.

É um enorme desperdício de tempo, energia e recursos ficar parado ruminando mentalmente sobre coisas além do nosso locus de controle.

As pessoas que veem sua capacidade de influenciar os resultados são mais motivadas a tomar iniciativas para mudar as situações na medida do possível. Quando avaliamos cuidadosamente e aceitamos radicalmente o que pode e não pode mudar e dedicamos nossa energia de acordo, estamos mais aptos a direcionar nossa atenção para atividades nutritivas. Também adotamos uma abordagem de longo prazo para o que não pode mudar imediatamente.

A ruminação mental com a ver com os “deverias” a si mesmo.

Os “deverias” é a tendência de colocar pressão excessiva sobre si mesmo, e se lamentar e frustrar quando há uma percepção de não atender às expectativas, sem reconhecer que elas provavelmente eram exageradas.

Os padrões de ruminação mental geralmente envolvem essa distorção. Vale a pena examinar os padrões de conversa interna para determinar se isso é uma armadilha e, em caso afirmativo, considerar as possíveis mudanças pelas quais você pode se esforçar.

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Por exemplo, em vez de dizer “Eu deveria estar mais adiantado em minha carreira ”, você pode dizer: “Conheço muitas pessoas que também não têm caminhos lineares.”

Essa prática ajuda a resistir à tendência de se lamentar, bloqueando o progresso que você espera fazer.

Da mesma forma, se você está se esforçando para uma mudança de comportamento positiva e dá a si mesmo duros ultimatos de que deve mudar de uma só vez, perderá a oportunidade de desenvolver incentivos que tornem o processo de crescimento mais gratificante, agradável e sustentável.

Afaste-se dos pensamentos assombrosos

Quem lida com ruminação sabe que não é tão simples parar os pensamentos indesejados. As práticas antirruminação nos ajudam a criar alternativas.

Mesmo sob estresse significativo, é muito bom criar momentos de alívio para se conectar com emoções positivas. Passar um tempo com um amigo, na natureza, desenhando, pintando, escrevendo piadas ou ensaios em quadrinhos, lendo, escrevendo, praticando seu esporte favorito, cantando e dançando vai ajudá-lo a evitar ruminações.

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A chave é escolher algo que valha a pena. Mantenha-o simples e divertido.

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Criar um repertório emocional positivo nos ajuda a fazer uma pausa nos estressores. Assim resistimos às automações da mente para reproduzir pensamentos inúteis e, em vez disso, reforçamos nosso humor e bem-estar.

As práticas antirruminação também incluem:

  • Retreinar a mentes para um maior engajamento com pensamentos e atividades que edificam, em vez de sabotar;
  • Tornar-se uma pessoa que tenha clareza sobre seu locus de controle, evitando assim a distorção cognitiva e se afastando de pensamentos assombrosos;
  • Aprender, com dedicação, a reduzir a quantidade de tempo envolvido em ciclos repetitivos de pensamento excessivo.

Embora as práticas antirruminação, como o nome indica, exijam prática, elas podem eventualmente ajudar a eliminar padrões indesejados e nos ajudar a nos tornar o que verdadeiramente somos.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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