A maior razão pela qual seus relacionamentos não dão certo

Homem de óculos de braços cruzados e apoiado sobre uma mesa de madeira

Categoria: Casamento

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Independentemente do sentimento de alguém sobre o casamento, a ideia de um relacionamento romântico duradouro é muito importante para grande parte das pessoas. Por outro lado, alguns relacionamentos não dão certo por conta da nossa própria história de vida.

Para muitos casais a lua de mel acaba antes mesmo de chegarem ao altar, e a maior razão para isso é o medo da intimidade. Ao acompanhar de perto centenas de pacientes e casais, parece haver um padrão de comportamento que sistematicamente sabota a intimidade real.

Em primeiro lugar, não se pode subestimar a busca por um parceiro que provoque uma atração real e uma profunda conexão. A ideia de uma alma gêmea é uma maneira agradável de manter a fé na existência de alguém perfeito, apenas esperando para nos completar.

O problema é que, quando buscamos esse alguém, não procuramos apenas uma pessoa que realce todas as nossas virtudes, mas também procuramos pessoas que correspondam aos nossos traços negativos ou que preencham lacunas do nosso passado.

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Se estamos acostumados a assumir o controle, vamos procurar alguém que seja passivo. Se estamos acostumados a ser invisíveis, vamos procurar alguém que domine as conversas.

Embora a combinação pareça funcionar bem e nos faça sentir seguros no começo, eventualmente vamos nos ressentir de nosso parceiro pela mesma virtude que nos atraiu.

Nossas escolhas românticas são fortemente influenciadas pelas experiências iniciais de vida. Se crescemos sendo tratados como incompetentes, é muito provável que procuremos um parceiro que nos veja como incompetentes. Se formos invadidos, é provável que escolhamos alguém excessivamente atento, concentrado ou ciumento.

Esses motivadores negativos, muitas vezes inconscientes, residem dentro de nós como casamenteiros desafinados e nos levam a parcerias destrutivas.

Por exemplo, uma mulher que cresce sentindo-se rejeitada por seus pais se vê escolhendo homens distantes e resistentes ao compromisso. Quando finalmente conhece alguém que demonstra um interesse real, ela resiste em aceitar o afeto dele.

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Mesmo que um parceiro possua as características que acreditamos desejar, sempre vamos escolher uma personalidade que esteja alinhado com nossa autoimagem e com as experiências passadas.

Ir contra nossos instintos negativos e escolher alguém que traz o melhor de nós é o primeiro passo para encontrar um amor duradouro. No entanto, mesmo quando encontramos alguém que é “bom para nós”, há muitas coisas que fazemos para afastar o amor.

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Todo ser humano é falho, e carrega consigo feridas muito particulares. Almas gêmeas perfeitas não existem porque pessoas perfeitas não existem. Uma das maneiras pelas quais prejudicamos nosso relacionamento é distorcendo a percepção sobre o parceiro.

É verdade que, muitas vezes, quanto mais nos aproximamos de alguém, mais motivados nos tornamos a afastá-lo. Este é um efeito colateral do medo da intimidade, que reside para além da consciência e nos alerta para não sermos muito vulneráveis ​, ou muito íntimos.

Esse medo também nos motiva a reagir de maneira excessivamente controladora, crítica e cruel. Começamos a ler intenções negativas nas ações do outro, e buscamos um significado inexistente em suas palavras.

Quando sentimos que estamos nos tornando mesquinhos e críticos em relação ao parceiro, é necessário observar como o estamos distorcendo. Esteja ciente da existência de um crítico interno que informa sobre nossas muitas falhas, bem como as de nosso parceiro.

Sempre desconfie de uma voz interior crítica que diz para ficar chateado ou desconfiado. Ela raramente é uma representação totalmente precisa do parceiro.

Embora as pessoas afirmem buscar o amor verdadeiro, quando o encontram, nem sempre estão preparadas para os desafios que se seguem. Quando encontramos alguém que nos faz feliz, no sentimos muito abalados.

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A percepção de nós mesmos e de nossas vidas é invertida, e somos forçados a expandir nossa capacidade de amor e proximidade. Sentir a afeição de outra pessoa por nós desafia as defesas com as quais nos acostumamos ao longo de nossas vidas. Quando essas defesas são desafiadas, tendemos não apenas a nos voltar contra nossos parceiros, mas também provocá-los a agir de maneira que se encaixe com nosso passado.

As pessoas que tem medo da intimidade procuram maneiras de afastar o parceiro. Atos manipulativos como testar o outro, com perguntas aparentemente inocentes sobre a aparência ou o que eles realmente pensam, nunca é apropriado se esperamos provocar ou puni-lo por sua resposta.

Se tivermos a sorte de escolher alguém que inspire sentimentos reais de amor ou paixão, precisamos ter cuidado para não querer mudar essa pessoa, de modo que ela se adeque aos fantasmas do nosso passado. Ao baixar a guarda e nos revelarmos, encontraremos nossa alma gêmea.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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