11 maneiras de ajudar um amigo com transtorno bipolar

Silhueta de um homem ajudando o outro a subir uma montanha durante o pôr-do-sol

Categoria: Bipolar

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Um amigo com transtorno bipolar estão à mercê de mudanças extremas de humor, mas não é impotente. Medicação, terapia e um estilo de vida saudável ajudam a desfrutar de uma vida plena e produtiva, especialmente quando complementados pelo apoio das pessoas mais próximas a ele.

E é aí que você entra. Se um amigo foi diagnosticado com transtorno bipolar, aqui estão 11 maneiras de ajudar:

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  1. Eduque-se. O termo “bipolar” é muito usado hoje em dia, mas continua amplamente incompreendido. Passe algum tempo aprendendo sobre o distúrbio e você será muito mais capaz de entender o que seu amigo está passando;
  2. Abandone a pena e canalize a compaixão. Ninguém quer ouvir: “Sinto muito por você”. O que um amigo com transtorno bipolar quer é o reconhecimento de que a vida lhe reserva desafios, e que você estará lá para ajudá-lo;
  3. Aceite as oscilações de humor. Quando na fase de mania, a pessoa com transtorno bipolar parece a alma da festa. Quando deprimida, no entanto, ela sente como se tivesse perdido o valor em seu círculo social, porque não é mais “divertida”. Deixe seu amigo saber que você está lá para ele, esteja no auge ou na depressão, e ajude-o a buscar esse equilíbrio;
  4. Não diga “acalme-se” ou “anime-se”. É difícil saber como reagir quando seu amigo está no meio de um episódio maníaco ou depressivo extremo, mas banalidades como essas certamente apenas antagonizam. Afinal, se ele pudesse se acalmar ou se animar, ele o faria. Uma resposta melhor é perguntar como pode ajudar, ou sugerir algumas coisas que vocês dois podem fazer juntos, até mesmo algo tão simples quanto sair para tomar um pouco de ar. Quando seu amigo não estiver mais em perigo, converse com ele sobre o que pode ajudar na próxima vez e prepare estratégias;
  5. Seja compreensivo quando ele for menos amigo do que você precisa. Um amigo com transtorno bipolar está lidando com mudanças de humor que o deixa irritável, excessivamente sensível, distraído, impulsivo e propenso a ataques de raiva. Tudo o que pode ser considerado uma afronta pessoal se você não entender a origem. Mostre a mesma paciência e compreensão que esperaria receber se fosse você a lidar com a doença. Lembre-se de que a frustração que ele sente é com o transtorno, não com você;
  6. Seu amigo não escolheu ter transtorno bipolar. Não é uma falha de caráter nem uma fraqueza. Em vez disso, há uma variedade de fatores que atuam em conjunto, incluindo genética, ambiente e estrutura cerebral. Isso significa que ele não pode simplesmente sair dessa ou ser feliz, não importa o quão bem-intencionado seja o seu conselho;
  7. Incentive um estilo de vida saudável. Comer bem, fazer exercícios, dormir o suficiente e evitar o uso de álcool e drogas ajudarão seu amigo a maximizar o controle sobre o distúrbio. Ele não precisa de você como babá, mas precisa de um amigo que compartilhe atividades saudáveis, em vez de simplesmente festejar, especialmente porque o vício e o transtorno bipolar costumam andar de mãos dadas;
  8. Ouça. Preste atenção e deixe-o saber que você não espera que ele faça uma cara corajosa. Pergunte como ele está e realmente ouça. Se ele falar sobre automutilação, leve isso a sério e certifique-se de que seu Psicólogo e o médico sejam informados;
  9. Não fique bravo se seu amigo parar de tomar a medicação. Ele estará lidando com uma série de efeitos colaterais angustiantes da medicação, como sedação, ganho de peso, embotamento emocional e disfunção sexual. Ou pode culpar os medicamentos pelos sentimentos de depressão, mesmo que o remédio não seja o responsável. A melhor opção para trazê-los de volta ao tratamento é permanecer compreensivo sobre o que está enfrentando, e incentivá-los a marcar uma consulta com um psiquiatra imediatamente;
  10. Permaneça conectado à ele. Quando um amigo está doente com diabetes ou câncer, conhecemos o protocolo: enviar cartões ou levar refeições. Quando a doença é mental, no entanto, não sabemos como reagir. Como resultado, aquele que está lutando contra ela vai se sentir isolado e abandonado. Então apareça, envie um bilhete, visite se ele estiver hospitalizado, abrace-o, faça biscoitos e diga que você está lá para ele;
  11. Nunca desista dele. Continue fazendo sugestões de coisas que podem fazer juntos e seja compreensivo se ele cancelar no último minuto. Seu amigo nem sempre será capaz de cumprir um convite, mas ele espera que você continue tentando.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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