Como as mães borderline se comparam as mães narcisistas?

Uma mãe falando com seu filho enquanto ele não a olha nos olhos

Categoria: Borderline
Categoria: Narcisismo

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Muitos de meus pacientes que tiveram experiências ruins na infância com a própria mãe, sempre se perguntam se ela se qualificaria para um diagnóstico de transtorno de personalidade narcisista ou borderline.

Eles também me perguntam sobre como esses dois tipos de mães se diferem em seus efeitos sobre os filhos.

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O que se segue é um breve esboço de como ter um transtorno de personalidade narcisista borderline, ou exibicionista, afeta a capacidade de uma mulher de ser uma boa mãe para seus filhos.

Saiba que esta é uma generalização, e não se encaixa em todas as mulheres com esses diagnósticos.

Vamos imaginar duas mães: uma com transtorno de personalidade borderline e a outra com transtorno de personalidade narcisista.

A mãe borderline

Os problemas básicos associados ao borderline incluem:

  • Emoções extremas, com as quais as pessoas com borderline têm dificuldade em lidar adequadamente;
  • O uso de mecanismos de enfrentamento desadaptativos para regular suas emoções, como compulsão alimentar, relações sexuais inadequadas e abuso de substâncias;
  • Medo excessivo de abandono e/ou medo de ser engolfado pelas necessidades emocionais da outra pessoa;
  • Baixa autoestima e sentimento de não ser amado;
  • Busca por amor e carinho de pessoas inadequadas;
  • Dificuldade de ficar sozinho;
  • Sentir-se inadequado para cumprir as responsabilidades normais de um adulto;
  • Tomada de decisão impulsiva e mau planejamento;
  • Incapacidade de ver a si mesmo e às outras pessoas de forma integrada, realista e estável;
  • As pessoas são vistas como totalmente más ou totalmente boas.
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Problemas comuns associados a ter uma mãe borderline

As pessoas com borderline têm dificuldades em se organizar bem o suficiente para atender de forma confiável as demandas da vida cotidiana.

A dificuldade de planejamento se traduz na incapacidade (ou falta de vontade) de manter um horário consistente. A vida com essas mães pode ser divertida, mas também ser um tanto caótica, a menos que o pai pegue a folga e garanta que as tarefas diárias sejam realizadas.

Muitas vezes, elas são desviadas por questões emocionais, ou se sentem inadequadas para lidar com as responsabilidades dos adultos, como:

  • Pagar impostos;
  • Economizar para o futuro;
  • Terminar projetos;
  • Manter sua casa limpa e organizada.

Essa dificuldade da mãe borderline em se organizar leva- a esquecer de compromissos importantes como:

  • Levar os filhos para exames odontológicos;
  • Lembrar-se de buscá-los depois dos eventos extracurriculares;
  • Planejar levar com antecedência os doces para a festa de aniversário de uma criança na escola.

Por outro lado, ela geralmente é melhor em fazer as coisas espontaneamente, e com base em seus desejos do momento.

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Na pior das hipóteses, as mães borderline:

  • São muito instáveis ​​emocionalmente;
  • Sofrem de ansiedade e depressão severas;
  • Precisam de reafirmação excessiva do amor de seus filhos;
  • Consideram as responsabilidades adultas normais muito estressantes.

Muitas coisas do cotidiano parecem uma emergência emocional ou um enorme fardo indesejado para elas. Se for mãe solteira, ela pode negligenciar os filhos em sua busca obsessiva por um parceiro amoroso.

No lado positivo, as mães borderline tendem a ser calorosas, afetuosas, flexíveis, criativas e espontâneas.

Elas são emocionalmente empáticas e carinhosas quando seus problemas pessoais não atrapalham.

A mãe narcisista

As questões básicas associadas à mãe narcisista incluem:

  • Extremo egocentrismo;
  • O desejo de ser o foco de atenção e admirada em todos os momentos;
  • A necessidade de constante validação externa de que são especiais;
  • Preocupação com a aparência ao invés da essência;
  • Hipersensibilidade a menosprezos ou insultos percebidos;
  • Necessidade de ganhar status;
  • Dificuldade em regular a própria autoestima;
  • Pouca ou nenhuma empatia emocional;
  • Insensibilidade às necessidades e desejos de outras pessoas;

Problemas comuns associados a ter uma mãe narcisista

As pessoas com narcisismo geralmente sofrem de “obstinação”. Isso significa que elas não compreendem que é possível ter pontos de vista diferentes e igualmente válidos.

Como resultado, a mãe narcisista leva para o lado pessoal e se sente criticada quando seus filhos expressam opiniões diferentes das dela.

Ela também interpreta qualquer forma de desobediência como um ataque pessoal. A opinião dela é: “se eles me respeitassem, me obedeceriam.”

Como os narcisistas carecem de empatia emocional, é improvável que a mãe narcisista consiga perceber adequadamente as necessidades de seu bebê ou ajudá-lo a regular seu humor.

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Em vez disso, ela se sentirá magoada sempre que seu filho rejeitar interagir da maneira que ela escolher.

A mãe narcisista precisa ser o centro das atenções em todos os momentos. É difícil para ela abrir mão do centro do palco por seus filhos.

Ela também gosta de levar o crédito por seus sucessos. Como uma dessas mães me disse: “minha filha foi um sucesso como protagonista na peça da escola por causa da incrível fantasia que fiz para ela”.

Mães narcisistas se preocupam muito com a imagem que a família apresenta ao mundo. Para isso, elas pressionam seus filhos a se conformarem com sua ideia de perfeição, especialmente em público.

Pelo lado positivo, os narcisistas costumam ser muito competentes em áreas relacionadas à realização.

Em sua busca por suprimentos, são persistentes. Como tal, muitas mães narcisistas servem de modelo, e que inspiram seus filhos sobre como alcançar objetivos de vida.

Palavras finais

A mãe borderline é mais calorosa, mais divertida e menos assustadora do que a mãe narcisista, mas ela também é superemocional, bem como crê que as responsabilidades do dia-a-dia em cuidar dos filhos é esmagadora.

A mãe narcisista é mais organizada, mas menos empática e flexível. Sua tendência de desvalorizar quem a desagrada impacta negativamente a autoestima de seus filhos.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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