Você está perto de desistir do amor?

Homem com a mão no rosto e sentado próximo a uma janela

Categoria: Casamento

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Na medida em que você controla a quantidade de amor que tolera, também controla o destino romântico. Embora não perceba, de inúmeras maneiras silenciosas, pode estar perto de desistir do amor.

Sua tolerância à ele (o amor) é estabelecida no início da vida e baseia-se nas experiências de infância. As maneiras específicas pelas quais foi ferido ou valorizado influencia e molda sua tolerância a proximidade.

No entanto, esse processo de se importar tão profundamente com outra pessoa também é um convite para se importar mais profundamente com a própria vida, o que é assustador.

Neste momento, como em tantos outros, você faz uma escolha sem estar plenamente consciente dela. Ou vai para o lado da vida e investe no amor, ou segue pelo caminho de uma parte mais autoprotetora e defensora de si.

Esta é a sua parte que resiste ao sentimento e evita riscos. Ela o leva em direção à dormência, ilude a conexão, o compromisso e, em última análise, o próprio amor.

Você segue feliz em seus relacionamento por um tempo e então, lentamente, sem perceber, começa a recuar. Em última análise, diminui seus sentimentos de amor verdadeiro e o substitui por qualquer coisa, desde discussões rotineiras até discussões mesquinhas.

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Ironicamente, o que desencadeia esse medo é a realidade de conseguir exatamente o que está querendo. Tantas coisas positivas te colocam em movimento, para depois se afastar do amor e da intimidade.

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Você abriga um crítico interior, que nunca acredita em seu valor ou em sua felicidade.

Se apaixonar, casar ou ter um bebê vai, simbolicamente, contra esses sentimentos negativos que você tem de si e de sua vida. Além disso, esses eventos da vida lembram da passagem do tempo e despertam medos existenciais, ou uma sensação de que está crescendo e se afastando das familiaridades do seu passado.

Eventos negativos perpetuam ainda mais esse medo. Qualquer coisa, desde uma perda real até um filme emocionante te faz lembrar da fragilidade da vida.

Então, o que acontece quando você fica com medo? De que maneiras se afasta de seu relacionamento?

Naturalmente, esses comportamentos se manifestam de maneira diferente em cada indivíduo e geralmente são baseados no passado específico de uma pessoa. Você tem o seu próprio conjunto específico de defesas, como:

  • Se tornar retidos em relação ao parceiro;
  • Começar a se sentir facilmente presos ou invadidos;
  • Tornar-se controlador, excessivamente crítico ou destrutivamente ciumentos ou;
  • Pode simplesmente ficar distraídos

É muito fácil deixar os aspectos práticos da sua vida assumirem o controle, especialmente com tantos para escolher.

Carreiras e filhos tendem a ser grandes justificativas quando você percebe que perdeu o contato com o parceiro. Essas, claro, são prioridades importantes, mas você não deve usá-las para se desviar dos próprios desejos de amar e ser amado.

Pense em como você usa a tecnologia, o telefone ou até mesmo a comida como substitutos do contato real. Como você usa atividades aparentemente saudáveis, como trabalhar, dormir ou fazer exercícios, a serviço de suas defesas?

Ao trabalhar tanto, perderá tempo com o parceiro. E quando o sono tem prioridade sobre sexo ou afeto? Já conheci alguém que chegou ao ponto de recusar uma viagem com sua esposa, por anos, porque isso interferia em sua rotina diária de andar de bicicleta.

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Você recorre às suas defesas para se distrair ou descontrair, em outras palavras, para se desconectar?

Manter um foco no externo é vital. Quando você se volta para si, o relacionamento se torna um “vínculo de fantasia”, onde permanece casado porque imagina que está apaixonado, enquanto há pouco ou nenhum relacionamento real.

Embora as experiências envolvidas em ser cônjuge ou pai sejam as partes mais gratificantes da vida, há problemas quando nos concentramos na forma sobre a substância. Por exemplo, você pode se envolver em horários, arranjos e funções, permitindo que consumam mais energia do que os atos de relacionamento real, afeto, humor ou atração.

Pense em como se sente bem nas férias. Não é só porque há menos a fazer. É porque você reserva um período de tempo para se conectar, aproveitar para estar com as pessoas que ama.

Você não precisa de semanas de folga em uma ilha distante para estabelecer essas conexões. Pode fazê-lo diariamente, naqueles momentos tranquilos e pequenos, aquela preciosa meia hora na cama com o parceiro antes de adormecer, aquele trajeto que vocês fazem todos os dias, sentados em silêncio ou rolando a tela do celular.

Se deixar de ser aberto e disponível para o parceiro, então um dia acordará sentindo como se estivesse vivendo com um estranho.

Resista a um vínculo de fantasia e não ceda aos seus medos. Arrisque viver suas próprias ideias sobre o que compõe uma vida feliz e satisfatória. Permaneça vulnerável, apesar das forças internas e externas que te fortalecem para o mundo.

Pode parecer difícil, ou mesmo doloroso, permanecer paciente e amoroso com seu parceiro. No entanto, se não o fizer, o resultado será muito mais desolador. Você perderá sua própria vida.

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Quando meus pais chegaram aos 70 anos, perguntei se eles ainda estavam apaixonados. Eles se entreolharam e um respondeu: “Podemos não nos amar, mas somos leais”. Porém, de que serve a lealdade quando duas pessoas decidem passar a vida miseráveis, mas juntas?

Muitos casais não desistem um do outro, mas desistem daquilo que os atraiu em um primeiro momento: o amor.

As pessoas podem manter os sentimentos estimulantes do amor romântico por décadas. É por isso que encorajo quase todos os casais que conheço que já se sentiram apaixonados a permanecer firme.

Tome ações em relação ao seu parceiro que ele ou ela perceba como amorosas:

  • Faça contato com os olhos;
  • Seja carinhoso (mesmo depois de 30 anos, mesmo na fila do aeroporto);
  • Esteja presente;
  • Pratique a atenção plena, pois vai ajudá-lo a se reconectar com seu eu mais autêntico, seus sentimentos e desejos reais, e a se sintonizar com seu parceiro;
  • Ofereça atos de bondade, grandes e pequenos;
  • Participe de atividades que você e seu parceiro costumavam compartilhar e desfrutar juntos;
  • Esteja aberto a novas atividades.

Resumindo, faça muitas das coisas que vocês fizeram quando se conheceram e começaram a formar sentimentos profundos, mesmo que não estejam com vontade!

O envolvimento em atos amorosos aumenta os sentimentos de paixão. Portanto, seja livre para exibir seus sentimentos românticos. Conecte-se com eles diariamente. Não importa o que seu crítico interior diga, não há nada de tolo em se permitir ficar doente de amor.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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