Quando é hora de parar com a terapia?

Um pôr-do-sol no mar com uma inscrição "the end" escrito

Categoria: Terapia online

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Você já se perguntou quando a terapia deve acabar? Talvez sinta que precisa de uma “pausa”, ou pense em dar uma de paciente ghost e não retornar os contatos do Psicólogo. Não se preocupe, esses são problemas comuns para muitas pessoas.

Como e quando definir o momento de parar com a terapia?

Uma ótima maneira de entender o fim da terapia é olhando para o seu início. É quando diagnósticos são dados, outros problemas são descobertos e os objetivos do tratamento são estabelecidos.

Por exemplo, expressar problemas com relacionamentos leva a um objetivo inicial de avaliar como os atuais e os passados ​​são iniciados ou mantidos. Você pode dizer: “estou sobrecarregado e não sei por quê”, e a partir daí o Psicólogo vai avaliar se há problemas de funcionamento e determinar se medicamentos precisam ser considerados (com a ajuda de um psiquiatra). Depois de identificar possíveis problemas centrais, ele vai ajudá-lo a lidar com problemas no “aqui e agora”.

O processo comum em todas as terapias

A terapia é um ambiente único de aprendizagem colaborativa, criado para resolver problemas na sua vida. Você aprenderá novas habilidades, conhecimentos e conceitos que ajudarão a tomar um rumo de maneira mais eficaz. Alguns exemplos do que se aprende na terapia são:

  • Consciência emocional;
  • Resolução de problemas;
  • Busca por um propósito e;
  • Melhoria dos relacionamentos interpessoais.
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Os Psicólogos usam diferentes formas de terapia, e sempre com o objetivo de encontrar uma combinação que melhor funcione para você. Todas elas abordam comportamentos disfuncionais e padrões de pensamento desadaptativos. São frequentemente usadas para tratar depressão, ansiedade e outros distúrbios de saúde mental.

Essas formas também exploram pensamentos inconscientes e desejos, fantasias e medos subjacentes. Um modo de melhorar as relações interpessoais.

Diferentes formas de terapia abordam vários aspectos do funcionamento mental, cada uma com estilo e abordagem únicos. No entanto, todas as formas têm três conceitos semelhantes:

  • A relação entre o Psicólogo e paciente;
  • Expectativas e metas estabelecidas durante as sessões; e
  • Implementação de ações de promoção da saúde.

Como saber quando é melhor terminar a terapia?

A decisão de terminar a terapia precisa ser considerada com cuidado e consideração. Existem muitas emoções que levam ao pensamento de descontinuá-la. É melhor tomar essa decisão junto com seu Psicólogo, já que vocês dois são colaboradores no processo. Aqui estão algumas perguntas que podem ser úteis:

Você sente que estou melhorando?

Fazer essa pergunta vai levá-lo aos seus objetivos iniciais do tratamento. Talvez até tenha feito algum progresso, mas não tão rápido quanto gostaria, ou acredite que nenhum progresso aconteceu.

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Fale com seu Psicólogo sobre como está se sentindo travado. É possível que você esteja enfrentando uma resistência que o leva a evitar emoções e/ou rejeitar mudanças. Esses comportamentos dificultam o envolvimento no processo terapêutico.

Também pode ser parte de um processo cognitivo e emocional maior chamado de ambivalência. Acontece por muitas razões, e ser capaz de identificá-lo quando está acontecendo, bem como reconhecê-lo com seu Psicólogo é o primeiro passo para sair do impasse.

A relação com seu Psicólogo não está boa?

Como qualquer relacionamento, a terapia também têm um conjunto de regras e etiqueta. Conflito e tensão podem se formar entre Psicólogo e paciente. Alguns consideram que isso é o início “real” do processo terapêutico, pois costumam fazer parte da vida de um paciente em outros contextos.

Falar sobre esse conflito é importante e requer muita confiança. Outra razão possível é a falta de habilidade do Psicólogo. Por exemplo, quando ele não consegue manter limites emocionais durante as sessões, gerando confusão sobre quais problemas estão sendo avaliados e resolvidos.

Se esse problema não for resolvido mesmo depois de vocês conversarem, encontre outro Psicólogo que tenha essas habilidades.

Você precisa de tempo para viver sua vida sozinho?

Construir independência é algo que se trabalha nas sessões de terapia, e terminá-la a partir de seus próprios termos ajuda a continuar a desenvolver essas habilidades. Você está usando o que aprendeu com mais frequência fora das sessões?

Podem ser aptidões de enfrentamento, regulação emocional, de relacionamento interpessoal ou prática de meditação e atenção plena. Se você acredita que está pronto para sair por conta própria, converse sobre diminuir ou terminar a terapia.

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Será que você não está fugindo?

O comportamento passado prediz o comportamento futuro. Se você “fracassou” em relacionamentos anteriores, ou deu um ghosting em pessoas ao longo da vida, pode se sentir inclinado a fazer o mesmo com seu Psicólogo.

Esses são comportamentos de evitação e mal adaptativos. Infelizmente, eles provocam seus medos de abandono, perpetuando um ciclo de evitação. A grande questão é: do que você pode estar fugindo?

Se puder tratar disso com seu Psicólogo, então haverá uma grande incursão no tratamento.

Palavras finais

Um equívoco comum é que “ser feliz” é o objetivo final da terapia. A felicidade é apenas uma emoção experimentada em um amplo espectro de outras emoções. O que as pessoas geralmente procuram é realização e direcionamento.

Os resultados da terapia e do crescimento pessoal não são lineares. Evite expectativas de que você nunca terá dias ruins só porque está fazendo terapia ou após o término do tratamento. A realidade é que todo mundo tem dias e momentos ruins, onde as emoções são avassaladoras.

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O progresso na terapia ocorre quando você implementa as habilidades e ferramentas que aprendeu para identificar e gerenciar melhor suas emoções.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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