Estes são os principais componentes de uma mãe abusiva

Uma mãe sentada em um sofá e apontando o dedo para se filho, que está com as mãos no ouvido

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Muito do que sabemos sobre apego e conexão é formado na relação criança-mãe, e uma mãe abusiva sempre causará mais danos do que um pai ausente. Aquele que cresce sob essas circunstâncias terá uma vida inteira de relacionamentos difíceis e baixa autoestima.

Em sua essência, a mãe abusiva é uma mulher que prioriza seu ego, conforto ou desejos sobre o bem-estar do filho. Para ela, o filho existe para reforçar sua realidade preferida. Ele recebe amor, carinho e segurança quando atende às suas expectativas, ou dá à ela a validação que deseja.

Há muitas maneiras pelas quais a mãe abusiva alcança esses objetivos. Ela pode aterrorizar o filho com violência física, ou usar de manipulação mental e emocional. Ela pode cortar o afeto, triangulá-los contra outras pessoas da família, ou excluí-los totalmente se isso significar proteger a si mesma e sua visão do mundo.

Esta não é uma mulher com compaixão pelo filho. Ela só investirá no futuro dele se isso confirmar os seus delírios. Por isso que é tão fácil se separar dele, já que trabalhou arduamente para mantê-lo e criá-lo. Se ele se recusar a existir como sua posse, ela se recusará a reconhecê-lo.

Para escapar desse padrão de maternidade tóxica, temos que nos esforçar para entender como ele é criado, e verdades duras deverão ser engolidas inteiras. Devemos ver todos os elementos em jogo na criação de uma mãe abusiva, incluindo os elementos de escolha e hipocrisia social.

Passado doloroso

Não há como negar o papel que um passado doloroso desempenha na formação de uma mãe abusiva.

O trauma é um tema importante quando você arranha a superfície de uma mulher que conscientemente escolher machucar seu filho. Abuso sexual, violência física e negação constante da sociedade estão frequentemente em jogo.

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Uma mulher que sofreu décadas de danos (e poucos recursos para lidar com isso) é uma mulher que sai pelo mundo como uma ferida sangrando. Ela não pode deixar de sangrar em cima de seu filho. Esta mulher não sabe nada além de infligir dor aos outros.

A mãe com um passado abusivo é uma mulher que transmite abusos semelhantes ao filho.

Predisposição genética

A cada ano, aprendemos mais sobre a genética humana e o custo dela para os descendentes. A epigenética oferece uma visão chocante da realidade do trauma, e como ele muda a forma como os genes são expressos nas crianças vítimas de grandes eventos traumáticos.

Por exemplo, descendentes diretos do comércio transatlântico de escravos ainda sentem as reverberações do trauma de seus ancestrais em sua saúde física atual. Muitos deles vivem com Transtorno de estresse pós-traumático e condições relacionadas, que são atribuídas diretamente às experiências de avós e bisavós.

O mesmo para aqueles que são descendentes de sobreviventes do Holocausto. Problemas de saúde mental e emocional ainda ocorrem em comunidades separadas desses eventos por gerações inteiras.

A genética que passamos para nossos filhos define quem eles se tornam. A criança que recebe os genes danificados de uma mãe traumatizada se encontra geneticamente predisposta a vários problemas de saúde mental, emocional e físico.

Quando essa criança cresce e torna mãe, ela têm sua capacidade prejudicada pelas constantes lutas que enfrenta dentro de si mesma e de seu corpo.

Aceitação social

Embora possamos estar predispostos a condições que tornam os comportamentos abusivos mais fáceis de cometer, não há como negar que também existe um elemento de escolha.

Onde essa escolha começa? Por que qualquer mulher escolheria machucar seu filho?

Por mais difícil que seja entender, existe um nível de aceitação social que não apenas protege a mãe abusiva, mas a encoraja. Basta olhar para bolsões conservadores da sociedade que ainda se apegam à ideologia “poupe a vara e estrague a criança”.

Essa aceitação social é um cheque em branco para a mãe que abriga as intenções erradas. É por isso que você vê tantas mulheres narcisistas assumindo o papel da maternidade. É o lugar mais socialmente aceito para ela ganhar poder e exercer total controle sobre seus delírios.

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Estilo de vida perigoso

Vivemos em um mundo com um milhão de caixas diferentes e todo mundo quer se afiliar a uma caixa específica. Milhões de pessoas em todo o mundo se espremem em formas impossíveis para se adequar a certos estilos de vida ou tendências. A maternidade não escapa disso.

Existe um subgrupo de mães abusivas que deseja viver um determinado estilo de vida. Elas querem que sua vida pareça de uma determinada maneira, e então tem um filho para reforçar essa visão para si mesmas.

Assim como elas se dividem e se espremem nessas pequenas caixas de estilo de vida, também dividem suas famílias para caber nessas caixas. Não se trata de ver quem é seu filho e como ele precisa ser cuidado, mas de fazer com que o mundo o veja como ela gostaria de ser vista.

A neuro-desgraça

A maioria dos pais não sabe muita coisa sobre a neurologia humana, e também não se interessa por ela. Mesmo assim, nossa neuroquímica tem um impacto direto sobre quem se pode ser como mãe.

Seja por causa de uma genética ruim ou de uma vida inteira de traumas, pode haver uma má conexão entre áreas do cérebro. Os produtos químicos se desequilibram, os neurônios não disparam da maneira que deveriam, e você tem uma tempestade e um terreno fértil perfeito para doenças mentais graves.

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É assim que funciona. Alguns de nós são neurologicamente predispostos a doenças graves, o que torna a paternidade uma tarefa impossível. Pense na mãe que luta diariamente com transtorno bipolar grave ou esquizofrenia. Sem culpa própria, suas habilidades estão prejudicadas.

Infelizmente, o filho paga o preço mais alto por uma que não cuida de sua saúde neurológica em primeiro.

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Recuperando-se de uma mãe abusiva

Ser criado por qualquer uma das mães anteriormente citadas traz os mesmos resultados. Crianças que aprendem meios distorcidos de apego. Adultos que crescem tendo relacionamentos desafiadores, baixa autoestima e intermináveis ​​lutas mentais e emocionais.

É um caminho difícil de percorrer e a recuperação não é fácil. Se você precisa curar a ferida causada por uma mãe abusiva, precisa começar por:

  • Reeducar-se. No início da recuperação, você estará em um mundo de negação e confusão. Aprenda tudo o que puder sobre mulheres abusivas, pais tóxicos e o preço que eles cobram de seus filhos adultos. Faça terapia. Ouça as conversas de outras pessoas que sobreviveram a mães abusivas;
  • Praticar a aceitação radical. Uma vez que esteja cheio de novos conhecimentos, comece a aceitar tudo radicalmente. Você deve aceitar quem sua mãe era e quem ela não era. Também aceite quem você é neste momento, os erros que cometeu e a vida que deseja levar independente da dor dela;
  • Elevar dos padrões sociais. A última parte deste novo começo requer encontrar um grupo melhor. Você não precisa cortar sua mãe (se não estiver preparado para isso), mas precisa se cercar de pessoas mais saudáveis. Pessoas que vão amá-lo e encorajá-lo a amar a si mesmo. Pare de se contentar com pessoas que o colocam de volta no lugar de fraqueza, como sua mãe abusiva;

Você não é sua mãe. Não precisa se tornar ela, e não precisa viver sob suas sombras. Independente do que fez, ou por quê, é possível abrir um novo caminho para si mesmo. Você pode ser mais saudável. Você pode ser mais feliz. Está tudo ao seu alcance.

Aceite um caminho alternativo e caminhe em nome da sua alegria, e não da dor dela. Você sempre mereceu ser feliz. Assuma esse compromisso consigo mesmo.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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