Gostar do seu Psicólogo é fundamental para uma boa terapia

Dois bonecos de madeira se abraçando

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Você certamente precisa gostar do seu Psicólogo, pois trabalhar com alguém que gostamos facilita a fundamental aliança terapêutica para uma boa terapia. Ao se sentir conectado, você terá mais facilidade em se abrir para ele.

O mais forte preditor de uma boa terapia é a sua percepção sobre a qualidade do relacionamento. Boas avaliações, mesmo após a primeira ou duas sessões, predizem sua melhora ao longo do tratamento. Portanto, as seguintes qualidades precisam existir para gostar do seu Psicólogo:

  • Confiança, respeito e carinho;
  • Concordância geral sobre os objetivos e tarefas da terapia;
  • Tomada de decisão compartilhada;
  • O envolvimento mútuo no “trabalho” do tratamento;
  • Liberdade de compartilhar quaisquer respostas emocionais negativas uns com os outros;
  • Capacidade de corrigir quaisquer problemas ou dificuldades no relacionamento.
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Todo relacionamento próximo tem problemas, dificuldades ou mal-entendidos, e o relacionamento entre Psicólogo e paciente não é exceção. No entanto, a maneira como ambos lidam com essas dificuldades é outro componente crucial para você gostar do seu Psicólogo.

Os pacientes têm maior probabilidade de estabelecer um bom relacionamento terapêutico quando possuem boas habilidades interpessoais e de comunicação e quando são abertos e honestos sobre suas necessidades.

Se você tiver dificuldades com seu Psicólogo, converse sobre o assunto diretamente com ele. Se tiver dúvidas ou preocupações sobre qualquer parte do tratamento, não hesite em discuti-las.

A comunicação aberta e honesta é uma estratégia muito saudável para resolver dificuldades. Na verdade, envolver-se neste tipo de “falar sobre o relacionamento” é uma estratégia terapêutica muito eficaz para aprender a gostar do seu Psicólogo, aumentando assim suas chances de sucesso no tratamento.

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O Psicólogo não é seu amigo

Embora você possa desfrutar de um relacionamento amigável com ele, ou ele tenha algumas qualidades que gostaria que um amigo tivesse, ele não pode ser seus amigo.

Um relacionamento duplo é quando um Psicólogo busca, além do relacionamento terapêutico, uma amizade ou romance. Não é ético que isso aconteça porque essa dinâmica dupla entre Psicólogo e paciente prejudica o alcance dos objetivos do tratamento.

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Pode haver fortes desejos de formar uma amizade ou relacionamento romântico com ele. Esse fenômeno psicológico é chamado de transferência.

Transferência são sentimentos que se experimenta em relação à um Psicólogo e está relacionado as experiências emocionais do passado. Por exemplo, desejar uma mãe amorosa e descobrir que o Psicólogo é maternal.

Embora possa parecer tabu admitir essas coisas, os Psicólogos são treinados para apoiar seus pacientes através dessas emoções.

Se você não gosta de seu Psicólogo, investigue por que isso acontece. Você acha que ele é pouco profissional ou crítico? Se sim, então ele simplesmente não é o mais adequado para você. Discuta seus sentimentos de antipatia. Se você ainda não gosta dele, ou não conseguir se conectar, então é hora de encontrar um novo Psicólogo.

Encontrar o Psicólogo certo acontece por tentativa e erro. Portanto, não desanime se achar que é hora de procurar um novo provedor.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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