O que esperar das primeiras sessões da terapia de casal?

Um homem sentado ao lado de uma mulher, enquanto dá uma explicação ao Psicólogo

Categoria: Terapia de casal

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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A terapia de casal é um processo muito ativo e o tempo passa rapidamente. Existem muitas maneiras de aproveitá-la, e todos os presentes no consultório tem interesse em melhorar o relacionamento.

Algumas sessões são muito intensas, principalmente no início mas, com o passar do tempo, costuma haver momentos de riso e alegria compartilhada. Portanto, o que esperar das primeiras sessões da terapia de casal?

Seria imprudência dizer que vamos direto ao assunto e mergulhamos na redução dos conflitos, mas não é sempre assim que acontece. Na primeira sessão, o Psicólogo ainda não sabe o suficiente sobre o casal ou sobre o relacionamento, de modo a ser plenamente útil.

Claro, alguns problemas de relacionamento são comuns e não levam muito tempo para serem identificados, mas a peça que falta é quem são cada um dos cônjuges e como ambos contribuim para os conflitos.

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Sendo assim, é preciso um pouco de paciência no início. A maioria dos casais aprecia que o Psicólogo analise a situação de perto, em vez de simplesmente cuspir soluções.

Geralmente há várias sessões focadas na criação de um plano de tratamento. Para mim, isso significa que todos nos reuniremos uma primeira vez e depois um encontro com cada cônjuge separadamente. Durante esse tempo, cada um dos cônjuges compartilha o que está acontecendo no relacionamento, sua história juntos e um pouco sobre quem cada um é como indivíduo.

Mesmo desde o início, é fundamental compartilhar o que se está ouvindo, de modo a fornecer alguma clareza. Por exemplo, se os conflitos se concentram em sentimentos de controle versus desamparo, mencionarei isso. Se houver ansiedade decorrente de um caso de infidelidade, também mencionarei.

Após essas três primeiras sessões e de revisar o resultado de algumas investigações, crio um resumo do que acredito serem os problemas centrais e um plano de como resolvê-los.

Discutimos isso na quarta sessão, uma sessão de feedback. Estou procurando ver se os cônjuges estão esperando que o relacionamento melhore, e quais medidas irão tomar.

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Após a sessão de feedback, o casal tem a possibilidade de decidir se a terapia de casal é ou não adequada. Isso mesmo! Depois de nos encontrarmos para comunicar minha perspectiva e abordagem, é possível que os cônjuges não queiram seguir esse caminho.

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Geralmente isso acontecerá quando um dos dois discordar da abordagem, colocando a responsabilidade conjunta em ambos. Se um dos cônjuges está no impasse, acreditando que o parceiro é a única causa dos motivos para buscarem terapia, então haverá um ruptura.

Às vezes, as sessões de avaliação deixam claro que o relacionamento vai acabar e que ambos não desejam mais sessões para melhorá-lo.

O Psicólogo também pode decidir não avançar para a fase de tratamento. Lembra como mencionei que há uma sessão a sós com cada um dos cônjuges? Essa sessão pode revelar problemas que precisam ser resolvidos antes que a terapia de casal de fato comece:

  • Ter um caso secreto em andamento é uma dessas questões;
  • Revelar violência significativa ou abuso de substâncias também.
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Nesse caso, a conclusão é que um ou ambos não estão significativamente comprometidos o suficiente com o relacionamento para que possam se beneficiar da terapia de casal.

Por outro lado, se todos estiverem de acordo em continuar, então teremos um ótimo ponto de partida. Estamos todos alinhados em:

  • Termos de questões centrais;
  • Seus pontos fortes e desafios individuais;
  • Seu nível de comprometimento com o relacionamento;
  • Fatores externos que afetam o casal e;
  • O padrão que ambos seguem quando há conflito.

Quando nos encontrarmos para a quinta sessão, aí sim estaremos prontos para começar!

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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