Por que não confiar na mente ao ter o coração partido?

Boneco vermelho de papelão segurando um coração partido

Categoria: Divórcio

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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A dor emocional que um coração partido evoca é excruciante. Nada mais importa, ninguém mais importa. Mal podemos funcionar, pensar ou nos mover. Nos sentimos afastados de todos e sozinhos em uma névoa de irrealidade, presos em nosso mundo despedaçado.

Tudo o que podemos ver é a pessoa que partiu nosso coração, e tudo o que podemos sentir é uma dor terrível.

O que mais queremos é que a dor diminua, que pare de doer tanto, mas não é isso que nossa mente quer.

Quando estamos com o coração partido, nossa mente tem objetivos muito diferente dos nossos. Como resultado, acaba nos enganando e piorando as coisas. Se queremos parar de sofrer e seguir em frente, precisamos saber quando NÃO confiar no que nossa mente nos diz.

Leia também:  Coisas a se considerar ao tentar ficar amigo de um ex

Para parar de doer:

  • Precisamos aceitar a realidade do rompimento e fazer esforços para seguir em frente;
  • Precisamos reduzir a quantidade de tempo que passamos pensando na pessoa que partiu nosso coração e;
  • Precisamos diminuir sua presença em nossos pensamentos e em nossas vidas.

Nossa mente quer fazer o oposto. Nossa mente quer que pensemos na pessoa o tempo todo, seguremos a dor e nunca esqueçamos quem e o que a causou. Ela quer isso porque está tentando nos “proteger” da maneira que normalmente faz.

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Se algo nos causa dor, como um fogão quente, o trabalho da nossa mente é nos lembrar de não tocar naquele fogão quente novamente, para ter certeza de que nos lembramos de como foi doloroso a primeira vez.

Quanto mais dolorosa a experiência, mais nossa mente trabalhará para garantir que não a esqueçamos, para que nunca mais cometamos esse “erro”. Dado o quão doloroso é o desgosto, nossa mente fará tudo o que puder para manter essa dor fresca em nossos pensamentos.

Aqui estão 5 maneiras que a mente usa para nos enganar:

  1. Nosso ex era o melhor e o único. Nossa mente tentará nos lembrar das melhores qualidades do nosso ex. As melhores imagens dele aparecerão em nossa cabeça espontaneamente. No entanto, esse retrato desequilibrado, irrealista e idealizado da pessoa que partiu nosso coração só piora a dor que sentimos;
  2. O relacionamento nos deixava feliz o tempo todo. Não, não é verdade; nenhum relacionamento nos deixa feliz o tempo todo. Houve muitos momentos frustrantes, irritantes ou dolorosos, e devemos lembrar deles também;
  3. Se enviarmos mensagens de texto ou contatá-los, nos sentiremos melhor. O desejo de enviar uma mensagem, fazer um telefone ou mandar um e-mail será muito forte. Mas fazer essas coisas só nos fará sentir mais desesperados e necessitados, prejudicando nossa auto-estima;
  4. Falar sobre o término com todos os nossos amigos aliviará nossa dor. Não, não vai. Falar sobre eventos emocionalmente dolorosos é natural e até útil, se fizermos isso na forma de resolução de problemas, ou se o fizermos para obter validação emocional. Apenas ficar relembrando os mesmos detalhes repetidamente só fará nos sentir pior;
  5. Precisamos saber exatamente por que ocorreu o rompimento. Ter uma compreensão clara de por que ocorreu uma separação nos deixando com o coração partido pode ser útil. No entanto, poucos de nós conseguiremos uma explicação clara e honesta para essas coisas. Tentar entrar na cabeça do nosso ex para entender por que as coisas não deram certo é infrutífero. Melhor se contentar com “ele não estava apaixonado o suficiente” ou “nós não éramos o par certo”.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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