Os 4 maiores hábitos de pessoas inseguras

Mulher sentada, com a cabeça baixa e entre os braços

Categoria: Insegurança

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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A maioria das pessoas pensa na insegurança emocional como um traço de personalidade. Algo com o qual você nasce e que o condena a uma vida de ansiedade crônica e baixa autoestima.

E, embora certamente possa parecer assim para aqueles que a sentem a maior parte de suas vidas, a verdadeira razão vem de algo mais sutil. Independente do que quer que a tenha causado, o que o mantém preso à sensação de insegurança são os seus hábitos.

Então, a melhor maneira de finalmente escapar do ciclo de insegurança é identificar os hábitos que o mantêm preso.

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Todos nós temos vidas e histórias complicadas. Mas se você quiser se sentir menos inseguro e mais confiante, trabalhar em um ou dois dos hábitos a seguir fará uma grande diferença.

Pessoas inseguras nunca dizem não

Uma das maiores razões pelas quais as pessoas inseguras permanecem assim é porque têm medo de dizer não às pessoas. O problema de nunca dizer não é que acaba-se vivendo a vida de outras pessoas.

Com alguém que passa meses, anos ou décadas sem viver a própria vida pode se sentir confiante? Dizer sim para outra pessoa às custas de si mesmo é como ensinar à sua mente que o que você quer não é tão importante.

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Depois que isso se torna um hábito, não será de se surpreender o quanto sua mente não se valoriza! Então, se você quiser se sentir mais seguro, precisa aprender a defender a si mesmo, seus desejos e suas necessidades. Porque eles são tão válidos quanto os de qualquer outra pessoa.

Pessoas inseguras buscam por segurança

A busca por garantias é um dos piores inimigos quando se trata de hábitos que nos fazem sentir inseguros.

Quando você habitualmente pede segurança, na verdade, está dizendo a si mesmo que não pode lidar com as coisas sozinho. Diga isso a si mesmo com bastante frequência e sentirá que não consegue lidar com nada.

Obviamente que buscar segurança é bom quando você:

  • Se sente ansioso e indeciso, então terceirizar sua decisão para outra pessoa o aliviará a ansiedade;
  • Sente medo de ser julgado por escolher uma coisa em detrimento de outra, e buscar segurança aliviará o medo de ser julgado;
  • Está preocupado com sua aparência, e perguntar a outra pessoa faz você se sentir menos ansioso e mais confiante.

O verdadeiro problema com a busca crônica por segurança é o que isso faz com a confiança a longo prazo: se você está sempre usando outras pessoas para se sentir melhor, nunca aprenderá como ajudar a si mesmo. E se você acredita, no fundo, que não é capaz de se ajudar a lidar com a dor e a dificuldade emocional, vai se sentir muito inseguro.

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Se você quiser se sentir mais seguro e autoconfiante, aprenda a tolerar a ansiedade de curto prazo.

Pessoas inseguras criticam as outras

Ser crítico nem sempre é uma coisa ruim. Afinal, para progredir na vida com sucesso, temos que ser capazes de discriminar e analisar as pessoas, problemas e situações e, a partir dessa análise, tomar boas decisões.

Por exemplo: Uma boa maneira de acabar em um casamento infeliz é não pensar criticamente sobre a pessoa com quem você está prestes a se casar.

Mas eis o seguinte: embora a capacidade de ser crítico seja uma habilidade importante, como qualquer outra coisa, ela pode ser levada longe demais. Pessoas inseguras costumam usar as críticas aos outros como forma de se sentirem melhor consigo mesmas.

Pessoas inseguras não sabem como melhorar de forma saudável ou produtiva. Por isso, recorrem a criticar os outros. Mas, a longo prazo, ser excessivamente crítico fará você se sentir culpado e pior consigo mesmo, aumentando ainda mais a insegurança.

Crítica útil é sobre tornar o mundo um lugar melhor. Críticas inúteis são sobre fazer alguém se sentir melhor. Se você quer ser menos inseguro, pare de usar críticas para inflar artificialmente seu senso de identidade.

Pessoas inseguras usam a comunicação passiva-agressiva

A comunicação passivo-agressiva ocorre quando você deseja algo, mas tem muito medo do conflito para pedir diretamente.

Então, tenta alcançar o que quer por meio de táticas sutis de manipulação. Esta é a pior forma de comunicação, porque combina a passividade e o medo de pedir o que se quer com a agressividade e a tentativa de controlar os outros.

Pessoas passivo-agressivas disfarçam sua agressividade para não assumir a responsabilidade por ela. Por exemplo: chegar rotineiramente atrasado costuma ser uma forma de agressividade passiva, porque você está tentando conseguir o que deseja (mais tempo para si mesmo) sem assumir a responsabilidade, e evitar críticas (“o trânsito estava péssimo!”).

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Mas, assim como muitos dos outros hábitos de pessoas inseguras, ser passivo-agressivo apenas “funciona” no curto prazo. Claro que se pode conseguir o que quer das pessoas agora mas, eventualmente, as pessoas se cansarão pararão de jogar o seu jogo:

  • Você não receberá o bônus que espera no trabalho;
  • Você para de ser convidado para eventos e reuniões sociais;
  • Seus relacionamentos nunca parecem durar.

Pessoas passivo-agressivas geralmente acabam solitárias e ressentidas. E embora possam culpar os outros, no fundo, estão realmente ressentidos consigo mesmas por não terem a coragem de serem honestas e diretas com as pessoas.

Combine solidão com autorressentimento e a insegurança certamente se seguirá.

A boa notícia é que é possível aprender a ser menos passivo-agressivo, por meio da prática da comunicação assertiva. É uma habilidade altamente treinável, especialmente se você começar pequeno e progredir lentamente.

Tudo o mais que você precisa saber

A insegurança não é uma sentença de prisão perpétua. E, independente do que causou a insegurança, é a assimilação de hábitos ruins que mantém o sentimento. Portanto:

  • Aprenda a dizer não;
  • Elimine a busca por garantias;
  • Pare de criticar os outros;
  • Aprenda a se comunicar de forma assertiva

Se você trabalhar para identificar e eliminar esses hábitos, a confiança e a boa autoestima voltarão.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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