Os 6 maiores sinais de que alguém está inseguro no amor

casal preso um ao outro por um par de algemas

Categoria: Insegurança

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Por trás de toda insegurança nos relacionamentos românticos, se esconde a carência emocional, o temor a rejeição e a propensão ao ciúme.

Embora exista o desejo de se sentir mais seguro e feliz no amor, você não entende por que está tão ansioso ou como mudar isso. Parte da resposta a essa dúvida está na relação infantil com seus pais ou cuidadores.

Os bebês são programados com sistemas de apego que os obrigam a procurar conforto quando estão angustiados. Se tudo correr bem, com o tempo, eles internalizam o conforto de seus cuidadores.

Mas algumas crianças não são facilmente consoladas, o que chamamos de estilo de apego preocupado ou inseguro. Por outras palavras, elas precisam de garantias frequentes de seus pais, se tornando adultos que precisarão de garantias frequentes de seus parceiros.

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Elas estão preocupadas em tentar ganhar a aceitação, conforto ou segurança da pessoa a quem recorrem quando estão angustiadas. Com gritos de atenção frequentes e cada vez mais estridentes, essas crianças crescem muito ansiosas e estressadas. Tecnicamente falando, estão hiperativando seu sistema de apego.

Para determinar se alguém luta com um estilo de apego preocupado, considere o grau em que se relaciona com qualquer um dos seis comportamentos a seguir:

  • Carência. A pessoa costuma recorrer ao seu parceiro em busca de conforto ou ajuda em tarefas práticas. Ela faz isso sem tentar primeiro cuidar das coisas sozinha e, na verdade, até procura oportunidades para fazer isso;
  • Tentativas de reestabelecer conexão. A distância a deixa desconfortável, então ela continuamente envia mensagens de texto, liga ou envia e-mails para o parceiro. Ela pode até fazer coisas para criar a necessidade de entrar em contato, ou elaborar planos para encontrar seu parceiro “acidentalmente”;
  • Manter contato físico. Ela é fisicamente afetuosa e não há nada de errado com isso. Mas ao pensar sobre, pode perceber-se abraçando, beijando e sendo fisicamente afetuosa, de modo a evitar a sensação de rejeição, abandono ou separação;
  • Fazer jogos de manipulação. Ela não confia que a pessoa com quem está namorando escolherá manter um relacionamento. Então, faz coisas para mantê-la interessada, como enviar flores para si mesma para provocar ciúmes. Sendo assim, é hora de repensar a abordagem para tentar nutrir um relacionamento seguro, confiante e emocionalmente próximo;
  • Expressar raiva diretamente. Ela fica com tanta raiva que se torna verbal ou fisicamente abusiva. O que ela realmente quer é ser compreendida e cuidada. Ela quer que seu parceiro se preocupe e a conforte;
  • Expressar raiva indiretamente. Quando ela se sente magoada e com raiva, pode ir embora ou não retornar ligações e mensagens de texto. Ela secretamente espera que o parceiro persista em tentar se conectar, mostrando que realmente a ama.
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Se você se identifica ou conhece alguém com alguns desses comportamentos, então o medo da rejeição e necessidade desesperada de segurança estão profundamente enraizados.

Só depois de se reconhecer isso é que haverá uma oportunidade de mudar. Ao optar por se concentrar internamente em suas lutas contra a insegurança, em vez de externamente tentar obter carinho dos outros, você estará iniciando uma jornada de cura.

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Com esforço e persistência, poderá nutrir uma sensação de segurança em si mesmo e em seus relacionamentos.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.

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