Nem sempre a terapia é a melhor opção de tratamento

Uma mulher sentada à frente de uma Psicóloga que segura uma agenda vermelha

Categoria: Terapia online

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Importante: este artigo é meramente informativo e insuficiente para um diagnóstico definitivo. Sendo assim, é recomendado agendar uma consulta sobre seu caso em particular.

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Você já ouviu, em algum momento, as pessoas dizerem que todo mundo deveria fazer terapia. Mas, embora ela seja benéfica para muitos, pode não ser o tratamento certo para todos.

Todos precisam saber que, começar uma terapia e ir as sessões uma vez por semana não significa que haverão melhorias automáticas. Ela requer um trabalho árduo, mas vale a pena para se obter alguma melhora.

Saber quando a terapia não é uma boa ideia para você tem a ver com um autocuidado. Então, continue lendo para descobrir se ela pode ser o tratamento errado para você no momento. Mas, só porque agora não é a hora, também não significa que nunca será.

Quando a terapia é a opção errada de tratamento?

Existem várias razões pelas quais a terapia é a opção errada de tratamento, incluindo o custo financeiro, tempo ou simplesmente porque alguém não está pronto para mudanças.

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O custo financeiro da terapia

As restrições financeiras são um dos maiores obstáculos à terapia. Embora existam alguns serviços e programas gratuitos e de baixo custo, a verdade é que a terapia pode ser muito cara.

Ela requer um pouco de ajustes em seu orçamento, mas se te colocar em uma posição de não conseguir pagar outras contas, ou ter de mudar drasticamente seu estilo de vida, criar outro problema para si mesmo não valerá os ganhos psicológicos.

O estresse financeiro causa problemas de saúde mental. E em casos de baixa renda, a terapia não será útil caso a pessoa não consiga resolver os desequilíbrios sistêmicos que levam à pobreza.

Indisponibilidade de tempo

Se você é uma pessoa com uma agenda muito apertada, fazer sessões de terapia uma vez por semana, mesmo que seja online, pode esta além da sua possibilidade.

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Emoções desagradáveis

Sim, é possível estar com raiva demais para iniciar uma terapia! Se você estiver em uma situação muito emocionalmente desgastante, então você não estará pronto para resolvê-la enquanto não desistir da raiva.

E tudo bem, a raiva não é nada para se envergonhar. Na verdade, ela é uma emoção primitiva original, e seu propósito primordial é nos manter seguros. Se você está sentindo uma raiva intensa agora, e só de pensar em trabalhar com ela a intensifica ainda mais, então você não está pronto para a terapia.

Quando a terapia pode ser perigosa?

Embora a terapia seja relativamente segura, existem algumas situações distintas que causam mais mal do que bem, especialmente porque ela fará você se sentir um pouco pior antes de melhorar.

Leia também:  Razões pela qual sua terapia não está funcionando

Em situações de violência entre parceiros românticos

Em situações de violência entre parceiros românticos a terapia é perigosa por dois motivos:

  • O agressor descobrir que a vítima procurou ajuda ou;
  • Um Psicólogo pressionando o paciente a deixar o parceiro.

Deixar o parceiro abusivo é, na verdade, o momento em que a vítima está em maior risco, por isso é necessário fazer um planejamento muito detalhado.

Nos casos de ideação suicida ou autoagressão

Quando há altos níveis de ideação suicida ou comportamentos de autoagressão, iniciar a terapia se torna perigosa porque não há gerenciamento de risco suficiente. O uso de outros recursos são necessários.

Nos diagnósticos de doença mental grave

Doença mental grave é qualquer transtorno que inclua:

  • Esquizofrenia;
  • Esquizofrenia, transtorno esquizofreniforme ou esquizoafetivo;
  • Recorrente episódio de Transtorno depressivo maior;
  • Fase de mania no Bipolar tipo I;
  • Humor deprimido no Bipolar tipo I ou II;
  • TDAH em adultos.

Se você tem um desses transtornos mentais graves acima e está em uma fase aguda e/ou sem medicação, a terapia provavelmente não é indicada.

No entanto, se você estiver tomando remédios, não deve ficar sem um Psicólogo. A melhor combinação para tratar esses transtornos é terapia e medicação.

Alternativas ao tratamento terapêutico

Se a terapia não for adequada para você agora, existem outros recursos disponíveis para ajudá-lo a gerenciar sua própria saúde mental. Aqui estão alguns:

Reconheça qual é a sua linha de base

Identifique qual é sua linha de base. Por outras palavras, pense em quem você é quando está calmo e à vontade. Descubra qual é o seu normal.

Para entender qual é a sua linha de base, faça a si mesmo as seguintes perguntas:

  • Com o quê você anda se alimentando?
  • Que horas vai dormir?
  • Com que frequência toma banho?
  • Com quem está gastando seu tempo?
Leia também:  Como conseguir convencer alguém a ir no Psicólogo?

Conte a um amigo e/ou escreva uma lista dessas coisas e tenha em mente o quanto você está se desviando dessa linha de base. Quando perceber que está se desviando dela, será um bom momento para consultar um Psicólogo.

Mas, se não entender que a terapia será útil para você, não precisa ir. No entanto, também é possível ir quando nos sentimos bem! Você pode tratar de outras coisas e aprender mais sobre si durante esse tempo.

Priorize as atividades que você gosta

Se decidir que a terapia não é para você, se envolva em alguns de seus hobbies favoritos. Talvez você goste de pintar, correr ou ir à museus. Ocupe seu tempo com coisas que lhe trazem alegria.

Considere ir à terapia de grupo

Se você entender que a terapia individual não é adequada, considere participar de uma terapia de grupo. Ela é moderada por um profissional de saúde mental. Em vez de terapia individual, você e várias outras pessoas estarão participando.

Nela é possível encontrar um senso de comunidade e consolo ao saber que não se está sozinho com seus problemas. Além disso, a terapia de grupo costuma ser muito mais barata do que a terapia individual.

Sobre o autor: Emilson Lúcio da Silva

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Autor: Psicólogo Emilson Lúcio da Silva

Emilson Lúcio da Silva é Psicólogo desde 2012. Ele possui o título de especialista pelo Conselho Federal de Psicologia e é reconhecido como uma autoridade na área de saúde mental.